Atividade física pode evitar 10 mil casos de câncer ao ano no Brasil

Cerca de 10 mil novos casos de câncer, entre eles o de mama e o de cólon, poderiam ser evitados no Brasil se houvesse mais adesão à prática da atividade física entre a população. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard, Universidade de Cambridge e Universidade de Queensland. Um artigo sobre o assunto foi publicado na revista científica internacional Cancer Epidemiology em julho de 2018.

Os dados sobre a falta de atividade física da população brasileira são alarmantes. Na última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, mostra que aproximadamente metade das pessoas sequer atingiu a recomendação mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prática por semana, ou seja, 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos em ritmo mais intenso. As mulheres estão em desvantagem em relação aos homens. É maior o número de mulheres que não se exercitam, cerca de 51%, enquanto os homens, é de 43%.


O de mama e o de cólon são os cânceres mais comuns e que poderiam ser evitados caso houvesse a prática regular de atividade física entre a população, segundo Leandro Fórnias Machado Rezende, um dos autores da pesquisa – Foto: Acervo pessoal

De acordo com Leandro Fórnias Machado de Rezende, um dos autores do estudo, a pesquisa utilizou dados da prática de atividade física no Brasil, dados sobre risco de câncer associados à falta de atividade física de uma extensa revisão de literatura, além de dados sobre a incidência de câncer publicados pelo Inca e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer. A partir desta análise, foram feitas diferentes estimativas de prevenção de câncer por meio da atividade física.

Segundo o Inca, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Em 2018, há uma estimativa de aproximadamente 60 mil novos casos. Já no câncer colorretal, os tumores acometem parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso e se tornarem malignos.  Em 2018, a estimativa é de 36 mil novos casos.

A prática regular da atividade física influencia no controle de peso e no nível de gordura, além de atuar diretamente sobre hormônios e marcadores inflamatórios. A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, principalmente os que foram objetos de estudo, o de mama e o de cólon. A pesquisa trouxe mais detalhes sobre o assunto:  os pesquisadores concluíram que até 8.600 casos de câncer em mulheres e 1.700 casos de câncer em homens poderiam ter sido evitados simplesmente com o aumento dos exercícios semanais. Conforme afirma Rezende, esses casos correspondem à 19% da incidência de câncer de cólon e 12% de câncer de mama no Brasil.

Analisando os dados do ponto de vista geográfico, o Rio de Janeiro teria 1.244 casos evitáveis e São Paulo, outros 2.587 casos, se as pessoas se mantivessem mais ativas fisicamente. “Claro, falta tempo para se exercitar porque o estilo de vida mantido nas metrópoles quase que não permite conciliar trabalho, estudo e afazeres domésticos com prática regular de atividade física”, opina.

De acordo com Rezende, os pesquisadores que trabalharam nesse estudo acreditam que os números possivelmente podem estar subestimados, já que há estudos recentes sugerindo uma possível relação de atividade física com a redução do risco de até 13 tipos de câncer.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina

Especialista chama atenção para prevenção do câncer de cabeça e pescoço

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) dão conta de que, no Brasil, o câncer de boca, laringe e demais regiões é, atualmente, o segundo tipo mais frequente entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de próstata. Os casos chegam a matar cerca de dez mil pessoas por ano no País e a falta de informações e políticas públicas para prevenção da doença contribuem para o diagnóstico tardio.

Criado em 2014, o movimento mundial Julho Verde tem justamente o objetivo de orientar sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento desses tipos de câncer – como o de boca e de laringe – que se encaixam nas modalidades de tumores de cabeça e pescoço. A ideia é que todos os anos sejam realizadas atividades de conscientização durante o mês de julho, culminando no dia 27, que foi estabelecido como Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, o médico Rafael Susin, que atua há 12 anos no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), explica quais tipos de enfermidade se enquadram na especialidade de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. “São tumores benignos e malignos que acometem a região da face, as fossas nasais, os seios paranasais, a boca, a faringe, a laringe, a tireoide, as glândulas salivares, os tecidos moles do pescoço e da paratireoide e o couro cabeludo”, esclarece, ressaltando que a área de trabalho do cirurgião de cabeça e pescoço não abrange os tumores ou doenças do cérebro e de outras áreas do sistema nervoso central e da coluna cervical.

O profissional, que atende em ambulatório específico para casos de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no HU-UFGD, afirma que o maior número de ocorrências se refere a tumores na tireoide, seguidos pelos cânceres de boca e de laringe. “Motivo pelo qual, em 2018, o foco da campanha Julho Verde é a prevenção e o diagnóstico eficaz desses tumores”, diz.

Boca a boca

Todos os meses no HU-UFGD, o médico atende 40 pacientes no ambulatório e realiza cerca de 20 cirurgias. Ele expõe que os casos de câncer da orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca que inclui a base da língua, o palato mole, as amígdalas e a parte lateral e posterior da garganta) têm aumentado significativamente e que o principal agente causador é a infecção pelo papilomavírus, mais conhecido por HPV.

Além do vírus, o consumo de cigarro e de bebidas alcoólicas em excesso, associados a má higiene bucal podem causar a incidência de tumores, sendo que o perfil dos pacientes têm mudado e pessoas cada vez mais jovens apresentam a doença, que também acomete laringe e faringe.

A prevenção é simples: não fumar, evitar bebidas alcoólicas em excesso, eliminar fatores traumáticos na boca (como prótese mal adaptada, dentes tortos, cáries e restos dentários), alimentar-se de forma saudável e evitar a prática de sexo oral em pessoas com múltiplos parceiros e sem proteção.

Diagnóstico, sintomas e tratamento

Quando se pensa em tratamento e cura, de acordo com Rafael, é importante levar em consideração a região em que a doença se instalou, a idade do paciente e o estágio do câncer. Portanto, quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais chances de o tratamento se mostrar resolutivo. “Se o diagnóstico for feito tardiamente, o índice de cura diminui e complicações podem aparecer mesmo depois de a doença ter sido tratada”, avalia.

A população deve ficar atenta aos sinais que indicam a necessidade de investigação médica: lesões na cavidade oral ou nos lábios que, por mais de 15 dias não cicatrizaram, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, nas gengivas, no palato (céu da boca) ou na mucosa jugal (bochecha), nódulos (caroços) no pescoço, rouquidão persistente e, nos casos mais avançados, dificuldade para mastigar e engolir, impedimentos para falar e sensação de que há algo preso na garganta.

O diagnóstico é feito por meio de exame meticuloso de toda a cavidade bucal e, se necessário, endoscopia e videolaringoscopia, a fim de avaliar o tamanho do tumor ou a presença de um segundo tumor primário. Atualmente, medicamentos promissores têm conseguido aumentar as chances de cura dos pacientes, com ação mais eficiente e menos agressiva ao organismo.

Os 10 Principais Sintomas do Câncer Ósseo

Os Principais Sintomas do Câncer Ósseo que todos devem ficar atentos. Além disso, O câncer ósseo ou tumor ósseo maligno é um tipo de câncer que acomete qualquer osso do corpo. Frequentemente afeta os ossos longos dos braços e coxas, coluna e bacia. Pode ser dividido em tumor ósseo primário, que é quando o câncer se desenvolve diretamente no osso previamente normal, e tumor ósseo secundário, quando se origina em qualquer outro órgão e se dissemina para os ossos.

Quando as células se dividem de forma anormal e incontrolável elas podem formar uma massa ou nódulo de tecido. Esse nódulo ou massa é chamado de tumor e, quando ele cresce, acaba por comprometer o tecido previamente saudável e a rigidez do osso.

Os tumores ósseos, em geral, raramente causam a morte. Mas, eles ainda podem ser perigosos e requerem tratamento. Alguns tipos são benignos, o que significa que não são cancerígenos e outros malignos. Mesmo os tumores benignos podem crescer e comprometer a estrutura do osso. Os tumores malignos, cancerígenos, podem se espalhar pelo corpo.

Causas Mais Comuns do Câncer Ósseo: Ainda não é claro o que causa a maioria dos tumores ósseos. Os médicos acreditam que a doença começa com um erro no DNA das células. Este erro faz com que a célula cresça e se divida de forma. Esse acúmulo de células forma uma massa, ou tumor, que pode invadir as áreas próximas e também pode atingir outras partes do corpo.

Fatores de Risco: Algumas situações podem aumentar a probabilidade do surgimento da doença:

  • Síndromes genéticas, que são passadas através das famílias como a síndrome de LiFraumeni e o retinoblastoma hereditário
  • Doença óssea pré-existente, como a Doença de Paget, que acomete principalmente adultos e idosos
  • Ter se exposto a altos níveis de irradiação, como os usados para tratar cânceres anteriores.

Pessoas com cânceres de rim, mama, próstata, pulmão, trato gastrointestinal e nas glândulas da tireoide estão mais propensas a ter tumor ósseo secundário – metástase óssea – quando o câncer se origina em outro local e se espalha para os ossos.

Então, Agora Confira os 10 Principais Sintomas do câncer ósseo que todos devem ficar atentos e em alertas!

Os Principais Sintomas do Câncer Ósseo: Os sintomas de tumor ósseo podem incluir:

  • Dor nos ossos: normalmente no inicio, a dor não é constante porém pode ser muito intensa à noite ou quando se mexe as pernas, como para caminhar;
  • Inchaço das articulações: pode surgir um nódulo nas articulações, aumentando a dor e o desconforto principalmente nos joelhos e cotovelos;
  • Ossos que quebram facilmente: a fraturas dos ossos pode ocorrer porque ele está mais frágil, sendo mais comum fraturas do fémur ou da coluna.
  • Fadiga
  • Perda de peso não intencional
  • Febre
  • Sensibilidade na área

Tratamento Para Câncer Ósseo: O tratamento para câncer ósseo é indicado pelo oncologista e depende do tipo de tumor, como condrossarcoma ou tumor de Edwing, por exemplo e do tamanho e da sua localização, sendo que normalmente inclui a realização de quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, a realização de cirurgia para amputar o membro afetado, mantendo, se possível, o máximo da sua funcionalidade.

Saiba sobre o câncer ósseo: tipos, causas e fatores de risco

O que é Tumor ósseo?

O tumor ósseo maligno é um tipo de câncer que acomete qualquer osso do corpo. Frequentemente afeta os ossos longos dos braços e coxas, coluna e bacia. Pode ser dividido em tumor ósseo primário, que é quando o câncer se desenvolve diretamente no osso previamente normal, e tumor ósseo secundário, quando se origina em qualquer outro órgão e se dissemina para os ossos.

Quando as células se dividem de forma anormal e incontrolável elas podem formar uma massa ou nódulo de tecido. Esse nódulo ou massa é chamado de tumor e, quando ele cresce, acaba por comprometer o tecido previamente saudável e a rigidez do osso.

Os tumores ósseos, em geral, raramente causam a morte. Mas, eles ainda podem ser perigosos e requerem tratamento. Alguns tipos são benignos, o que significa que não são cancerígenos e outros malignos. Mesmo os tumores benignos podem crescer e comprometer a estrutura do osso. Os tumores malignos, cancerígenos, podem se espalhar pelo corpo.

Tipos

Existem vários tipos de lesões ósseas. Algumas destas lesões, aparecem como manchas nos exames de imagens, porém não são consideradas como tumores verdadeiros, e são conhecidos como pseudotumores. Dentre os tumores ósseos e as lesões pseudotumorais, alguns tipos acometem mais crianças e outros mais adultos. Eles também são divididos entre malignos e benignos, sendo que este último não é cancerígeno e o primeiro, malignos, pode se disseminar pelo corpo.

Dentre os tumores ósseos benignos e lesões pseudotumorais podemos citar:

  • Tumor de células gigantes são tumores benignos que apresentam agressividade local. Acomete principalmente os adultos jovens, na região das extremidades dos ossos longos, junto aos joelhos e punhos
  • Encondroma é um tumor benigno formador de cartilagem que cresce dentro do osso, predominam entre as 2a e 4a décadas da vida. Acomete principalmente os ossos das mãos
  • Displasia fibrosa é uma lesão óssea benigna, pseudotumoral, que acomete principalmente a 1a e 2a décadas da vida. Pode ser única ou múltipla (acometer vários ossos)
  • Cisto ósseo aneurismático é uma lesão óssea benigna, pseudotumoral, com agressividade local, constituída por lacunas sanguíneas.

Dentre os tumores ósseos malignos mais comuns:

  • Osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais frequente na faixa etária das crianças e adolescentes. Acomete principalmente os ossos dos joelhos, ombros e quadris
  • Tumor de Ewing acomete principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens. Os ossos mais frequentemente acometidos são os das coxas, braços, pernas e bacia
  • Condrossarcoma acomete principalmente os adultos. É um tumor maligno formador de cartilagem. Acomete principalmente os ossos das coxas, braços e bacia
  • Metástases ósseas são as neoplasias malignas mais comuns dos ossos. São disseminações secundárias de tumores malignos originados em outros órgãos e sofreram disseminação para o esqueleto. Acomete preferencialmente os adultos. Qualquer carcinoma pode desenvolver metástase. Mais comumente, os da mama, do pulmão, da próstata, da tireóide, dos rins e do trato gastrointestinal.

Causas

Ainda não é claro o que causa a maioria dos tumores ósseos. Os médicos acreditam que a doença começa com um erro no DNA das células. Este erro faz com que a célula cresça e se divida de forma. Esse acúmulo de células forma uma massa, ou tumor, que pode invadir as áreas próximas e também pode atingir outras partes do corpo.

Fatores de risco

Algumas situações podem aumentar a probabilidade do surgimento da doença:

  • Síndromes genéticas, que são passadas através das famílias como a síndrome de Li-Fraumeni e o retinoblastoma hereditário
  • Doença óssea pré-existente, como a Doença de Paget, que acomete principalmente adultos e idosos
  • Ter se exposto a altos níveis de irradiação, como os usados para tratar cânceres anteriores.

Pessoas com cânceres de rim, mama, próstata, pulmão, trato gastrointestinal e nas glândulas da tireoide estão mais propensas a ter tumor ósseo secundário – metástase óssea – quando o câncer se origina em outro local e se espalha para os ossos.