Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão

Especialistas de vários países participam nesta terça (22/11) do 4º seminário Internacional sobre a vacina CIMAvax-EGF, a primeira do mundo destinada ao tratamento de câncer de pulmão. Desenvolvida em Cuba, ela está sendo utilizada desde janeiro com a finalidade de inibir o crescimento do tumor em pacientes com esse diagnóstico de câncer. O evento debaterá os resultados clínicos já alcançados.

Organizado pelo Centro de Imunologia Molecular (CIM) e pela fabricante de biofármacos Cimab, o encontro avaliará a performance da vacina em pacientes cubanos e de outros países que tiveram acesso ao medicamento.

CIMAvax-EGF é a primeira vacina no mundo a atuar contra o câncer de pulmão e já foi patenteada em Cuba, Canadá, Estados Unidos, Japão e Sul da África, entre outros países, declarou Norkis Arteaga, gerente general de Cimab, à Prensa Latina.

Na nação cubana a vacina alcançou resultados acima da expectativa. Sem causar efeitos colaterais graves, fortaleceu o sistema imunológico e aumentou a sobrevida dos pacientes tratados, que obtiveram melhora também na qualidade de vida.

Atualmente, o produto se encontra em um projeto piloto que visa expandir a distribuição da vacina para todo o sistema público de saúde. Esta será uma experiência que será apresentada durante o seminário.

A reunião, contou com a presença internacional de especialistas do Peru, Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Sérvia, Coréia e Alemanha.

Com informações da Prensa Latina e agências

Ipsis litteris do post original no site Correio do Brasil

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão

Eu venci e você também pode vencer, Por Murilo Lemos

“Recebi o diagnóstico de leucemia linfóide aguda (LLA) aos quatro anos. Fui tratado no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, no interior de SP, onde fui submetido a sessões de quimio e radioterapia.

Como conseqüência do tratamento, meu cabelo caiu, e eu praticamente não podia ter contato com outras pessoas devido à baixa resistência imunológica.

Durante o tratamento também enfrentei uma pneumonia. À época, minhas chances de cura com a leucemia eram de 10%. Com a pneumonia, essas chances diminuíram mais ainda. Mas graças a Deus, aos médicos, à minha família e aos amigos, sobrevivi sem nenhuma seqüela e faço questão de, sempre que posso, contar minha história com a doença para motivar aqueles que a enfrentam hoje e que têm muito mais chances de cura do que eu tive.

Gostaria de deixar uma mensagem para as famílias e pacientes que enfrentam o câncer e qualquer outra doença dessa gravidade: nunca deixem de contar para o paciente a doença que ele tem. É fundamental para a cura que o paciente saiba exatamente o que está enfrentando e queira se curar.

Outro fator muito importante é a fé. Não importa a religião: é preciso ter fé em algo maior que o ser humano. A medicina sozinha não consegue explicar minha cura, é preciso acreditar em algo maior para ter forças e conseguir enfrentar a doença.”

Vencer também depende de querer, por Leandra Zanqueta

Tenho 35 anos e luto contra um cancêr de mama desde setembro de 2010.

Ordenei a minha mente que eu venceria e que todos os obstáculos que iria enfrentar dali pra frente seria com tranqüilidade.

Claro que nem tudo são flores, sofri muito quando recebi o diagnóstico, sofri quando eu perdi meus cabelos e quando fui fazer a primeira sessão de quimioterapia (porque eu não sabia o que poderia me acontecer, por exemplo, os efeitos colaterais).

Mas tenho muito Deus no coração e eu simplesmente decidi que eu poderia mudar meu destino, fazer daquele momento angustiante um momento feliz, pois assim as coisas iriam fluir melhor e o tempo de tratamento passaria mais rápido.

Moro sozinha e decidi por mim mesma que eu iria sozinha na quimioterapia (assim não tinha pra quem reclamar e eu não iria ficar criando sintomas na minha cabeça, sabe aquela coisa psicológica?). Ordenei a minha mente que eu não iria sentir nada e de fato até hoje nunca senti nenhum sintoma da quimioterapia.

Quando perdi meus cabelos comecei a fazer piada ao invés de me trancar em casa e ficar sofrendo… eu sempre dizia: Agora não passo mais calor, posso tirar e colocar o cabelo a hora que eu quiser (me referindo a peruca).

Meu tumor na primeira sessão de quimioterapia reduziu de 6 cm para 2 cm, na segunda sessão ficou com menos de 1 cm e na terceira sessão o tumor não existia mais.

Continuo as sessões de quimioterapia que vão até março de 2011. Continuei trabalhando por um bom tempo normalmente até o médico me dizer que agora era mais prudente se afastar. Mas sempre estou fazendo uma coisinha aqui e outra ali para distrair a mente.

Foi assim que percebi que o câncer mata quem se entrega a ele, mas quem o enfrenta ele não tem forças para seguir em frente.

Hoje quem me olha não diz que sofro dessa doença, sou uma pessoa com um corpo bonito, uma pele saudável, não sou pálida, pelo contrário sou bem coradinha, como de tudo e nunca passei mal. Tudo porque eu ordenei na minha mente que seria assim! Logo irei para a cirurgia e fazer as minhas sessões de radioterapia e em breve sei que terei o diagnóstico de cura, porque foi isso também que ordenei na minha mente. Eu serei curada!

Tive médicos e profissionais maravilhosos ao meu redor para me tratarem. Quando eu recebi o diagnóstico do câncer por uma profissional que não levava o menor jeito pra coisa – praticamente me condenou a morte – resolvi trocar de hospital e de profissional e iria fazer isso até encontrar o local que eu me sentiria bem para começar meu tratamento e foi assim que aconteceu.

Quando eu troquei de hospital e de profissionais me senti realizada, hoje tenho prazer (pode parecer exagero) de ir às consultas e nas sessões de quimioterapia, o que pra muita gente poderia ser “tortura” eu fiz desse momento um prazer. Fiz amigos e não via a hora de chegar a data para reencontrá-los, até me apaixonei!!!!!!

Por isso eu sempre digo a todas as pessoas que passam por isso ou que um dia possam vir passar: Você faz o seu destino, um copo de água pode virar uma tempestade, mas se você quiser, uma tempestade poderá ser um copo de água.
Ao invés de ficar se lamentando procure ver o que de melhor você pode tirar dessa situação.

E tudo passa… e a vida volta ao normal!

Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão

Produto é capaz de inibir o crescimento do tumor

Cuba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão avançado no mundo. De acordo com jornal oficial Trabajadores, que fez o anúncio nesta segunda-feira (10), mais de mil pacientes já estão em tratamento com a vacina nomeada CimaVax EGF.

A responsável pelo projeto, Gisela González, do Centro de Imunologia Molecular (CIM) de Havana, explicou que a vacina oferece a possibilidade de transformar o câncer avançado em uma “doença crônica controlável”.

Gisela explica que a CimaVax EGF é o resultado de mais de 15 anos de pesquisa direcionada ao tumor e não provoca efeitos adversos severos.

– A vacina é baseada em uma proteína que todos temos e que está relacionada com os processos de proliferação celular. Quando há câncer, [essa proteína] está descontrolada.

Gisela explicou que, como o organismo tolera “aquilo que é seu” e reage contra “o estranho”, foi preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

A vacina é aplicada no momento em que o paciente conclui a terapia com radioterapia e quimioterapia. Ela ajuda a controlar o crescimento do tumor sem causar toxicidade, explica a pesquisadora.

Além disso, a vacina pode ser utilizada como um tratamento “crônico que aumenta as expectativas e a qualidade de vida do paciente”. A pesquisadora declarou que, após alcançar seu registro em Cuba, atualmente o CimaVax EGF “progride” em outros países. Os médicos agora esperam poder utilizar a vacina para tratar outros tumores, como os de próstata, útero e mamas.

Ipsis litteris do post original no site do R7! »

Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão

Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital

por Karina Lignelli, do O Globo em 27/11/2010

SÃO PAULO – A cirurgia a qual o vice-presidente José Alencar se submeteu neste sábado, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, foi bem-sucedida, segundo boletim médico divulgado nesta tarde. Alencar teve uma obstrução no intestino e uma hemorragia decorrente desse quadro. De acordo com a equipe médica, foram retirados tumores do principal segmento do intestino delgado que estava comprometido. A cirurgia durou aproximadamente 5 horas e foi conduzida pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes.

José de Alencar encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do hospital, para recuperação pós-cirúrgica. Um novo boletim médico com mais esclarecimentos deve ser divulgado neste domingo.

Este foi o 16º procedimento a qual ele se submete desde que descobriu um câncer na região abdominal, há 12 anos.

Alencar teve alta na semana passada de outro procedimento, mas teve de ser internado novamente para a realização da cirurgia.

Na última quinta-feira, Alencar fez vários telefonemas e chegou a despachar, por telefone, com seu gabinete, em Brasília. Em boletim médico oficial divulgado na quarta-feira, o hospital Sírio-Libanês informou que Alencar, de 79 anos, foi internado na terça-feira e “estava recebendo tratamento clínico” e seu quadro geral era “estável”.

Na quinta-feira da semana passada, Alencar teve alta depois de permanecer internado por 24 dias para tratar do mesmo quadro de obstrução intestinal. Assim que deixou o hospital sofreu um infarto agudo do miocárdio. Ele passou mal por volta das 18h. Os médicos detectaram o infarto e rapidamente fizeram um cateterismo. Depois do procedimento médico o vice-presidente se recuperou na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica.

As equipes médicas que acompanham o vice-presidente são coordenadas pelos médicos Raul Cutait, Paulo Hoff, Roberto Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão. Hoje, o Sírio-Libanês não divulgou nenhuma informação oficial sobre o estado de saúde de Alencar.

Ipsis litteris do post original no O Globo! » Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital


Vencendo o câncer com amor e boa alimentação, por Andréa Pereira

Meu nome é Andréa. Não sou nutricionista, nem sou paciente com diagnóstico de C.A. Na verdade, meu pai luta contra um câncer de próstata há três anos e em Janeiro/2010 recebemos a notícia de metástase óssea.

Há três anos, meu pai freqüenta uma nutricionista MARAVILHOSA que é ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO CLÍNICA e NUTRIÇÃO FUNCIONAL.

Meu pai que tem 78 anos de idade, começou a fazer quimioterapia em Janeiro deste ano. Antes controlava com medicação oral. Estava muito apreensiva e agora estamos muito tranqüilos. Ele já está no quarto ciclo e está ÓTIMO! O PSA está caindo a cada mês (Chegou a 487,30 e hoje 16/03 está em 155,90). As plaquetas, por conta do tratamento nutricional, estão aumentando a cada mês e quem faz quimio sabe que essa é a parte mais complicada! PLAQUETAS 171 mil/mm3 x 114mil/mm3 de Janeiro… Meu pai além de ser um homem com MUITA FÉ! Está sendo muito bem cuidado pela DRA. LÚCIA MOURA CARDOSO. NÃO TENHO DÚVIDAS que ele só está da maneira que está, por conta desses dois aspectos: SUA FÉ e o TRATAMENTO NUTRICIONAL.

Precisava dividir isso com vocês, sou filha única e meu pai é o bem mais precioso que eu tenho. A quimioterapia pra nós, está sendo tirada de letra! Meu pai não teve NENHUM tipo de efeito colateral, tirando uma cólica (sem diarréia) na primeira semana de quimio. Seu cabelo NÃO caiu!!! Ele é a maior prova de que DEUS está no controle! Inclusive no meu ponto de vista essa médica está sendo um instrumento nas mãos de Deus para nos ajudar…

Espero que essa informação seja útil para alguém pois quem está doente ou tem um familiar doente, tem pressa! Além da necessidade de receber esperança, força, boas notícias e otimismo!

O telefone do consultório da Dra. Lúcia é o (21)2288-9761 (Tijuca / RJ). Ela não sabe que estou postando isso. É um relato pessoal mesmo! Espero que ela não fique chateada porque eu precisava dividir, estaria sendo egoísta caso não fizesse…

Meu nome é Andréa e o nome do meu pai é Geraldo.

Um grande beijo no coração de cada um e MUITA FORÇA pra vocês! “

Hebe Camargo inicia tratamento contra câncer no peritônio

A apresentadora Hebe Camargo começa nesta quarta-feira, 13/01/2010, um tratamento de quimioterapia para se recuperar de um câncer no peritônio, diagnosticado nessa semana pelos médicos. Hebe passará por seis ou oito sessões, de cerca de cinco horas cada uma.
O tratamento deve durar pelo menos cinco meses e, segundo o cirurgião-geral Antônio Luiz Vasconcellos Macedo, que operou Hebe no sábado, há grande chance de recuperação.
O câncer é muito raro, mas em 60% dos casos há recuperação na primeira fase do tratamento.
O peritônio é uma membrana que envolve os órgãos do aparelho digestivo.Trata-se de um câncer sem metástase (primário) que se formou na própria membrana, mas não se espalhou.
Hebe passa bem e iniciará amanhã um tratamento quimioterápico por 5 meses.

A apresentadora Hebe Camargo (SBT) começa nesta quarta-feira, 13/01/2010, um tratamento de quimioterapia para se recuperar de um câncer no peritônio, diagnosticado nessa semana pelos médicos. Hebe passará por seis ou oito sessões, de cerca de cinco horas cada uma.

O tratamento deve durar pelo menos cinco meses e, segundo o cirurgião-geral Antônio Luiz Vasconcellos Macedo, que operou Hebe no sábado, há grande chance de recuperação.

O câncer é muito raro, mas em 60% dos casos há recuperação na primeira fase do tratamento.

O peritônio é uma membrana que envolve os órgãos do aparelho digestivo. Trata-se de um câncer sem metástase (primário) que se formou na própria membrana, mas não se espalhou.

Hebe passa bem, está bastante confiante e pronta pra enfrentar o tratamento. Segundo seu médico, uma segunda intervenção cirúrgica não está descartada.

Derrubando Idéias, por Antonio Brazão

Eu e minha mãe compartilhávamos de uma mesma idéia: o câncer não tem cura. Você pode até dizer que está curado, mas ele um dia vai voltar. Acho que foi para provar isso, pelo menos para mim, que em junho de 2003 recebi a notícia que estava com câncer. Como não poderia ser diferente, o chão da nossa família se abriu.

Depois dessa notícia, coloquei na minha cabeça o seguinte: Se o câncer não tem cura igual eu pensava, vou ter que provar pra mim mesmo que ele tem cura e terei que provar para minha mãe também. Confesso que chorei antes de ir para a mesa de cirurgia para a biópsia para ver se realmente estava com câncer. Minha mãe chegou perto de mim e escondi que chorava. Prometi que só voltaria a chorar quando estivesse curado, mas choraria de alegria.

Para um melhor atendimento, tive que mudar de cidade, saímos de Guaxupé, no interior de Minas Gerais e fomos para Campinas, em São Paulo. A mudança de cidade não foi fácil. Largar a escola no meio do ano. Deixar para trás meu pai e minha irmã. Mudar de uma cidade de quase 50 mil habitantes para uma de 1 milhão era uma mudança e tanto. Não posso reclamar de nenhum familiar meu nenhum amigo, todos, repito TODOS eles estavam comigo.

Eu nunca vi Deus, mas já vi seus anjos. Anjos esses que ele colocou na minha vida. Vou citar o nome de alguns aqui, mas já peço desculpas se esqueci de algum, mas esses não podem ficar de fora. Dr. Edvaldo Silva, de Guaxupé, que foi meu pediatra desde pequeno e que depois virou meu padrinho de crisma. Dr. Marcelo Rizzati e toda sua equipe, Dra. Gisele, Dr. Márcio, todos eles do Centro Boldrini.

O tratamento, lógico, não foi fácil. Depois da primeira quimioterapia, os primeiros cabelos começam a cair e, na minha cama antes de dormir, descumpri minha promessa e uma lágrima correu pelo meu rosto. Logo limpei e, no outro dia, raspei o cabelo e reforcei a promessa: só chorar quando estiver curado e de alegria.

O destino, se é que existe destino, nos prega cada peça. Numa sexta-feira, antes de ir para Campinas para mais uma sessão de quimioterapia, passei na casa de minha avó, pois ela não passara bem no dia anterior. Nem entrei para vê-la, minha mãe que foi ver como estava. Fomos para Campinas para uma longa sessão de quimioterapia que durariam seis horas. Na consulta antes da sessão, o médico disse que aquele dia eu estava liberado da quimioterapia, que uma mudança no cronograma me liberaria da quimioterapia aquela sexta e era para eu voltar na próxima semana. Achamos estranho, mas não reclamamos e retornamos para Guaxupé. Ao chegar, descobrimos que minha avó estava internada. Chegamos justamente na hora de visitas, minha mãe foi visitá-la e minha avó disse a ela: “Ele está curado”. Depois disso, à noite, ela vai para a UTI, não resiste e na noite de 23 de setembro de 2003, minha avó desencarna. Minha mãe costumava dizer que ela tinha dois medos: um filho ter câncer e a mãe dela morrer. As duas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Eu tive que ser forte na frente de minha mãe. Se eu desabasse, eu levaria junto comigo ela, meu pai e minha irmã. Na cama à noite eu desabei sozinho. Chorei novamente, mas dessa vez não era por causa da doença. Isso aconteceu na sexta, no sábado foi o sepultamento, no domingo, acordo meio indisposto e faço em Guaxupé mesmo um exame de resistência. Quando estávamos no almoço, Dr. Edvaldo chega dizendo que tenho que ir para Campinas porque foi detectado um problema no meu hemograma. Fizemos mala para um mês. Não sabíamos quanto tempo ficaríamos em Campinas. A revolta tomou conta de minha mãe. Ela tinha acabado de enterrar a mãe e uma infecção no filho e tudo isso um dia após o outro. Meu pai fala para minha mãe ir conversar com a mãe que não tinha ido embora: Nossa Senhora Aparecida. Minha mãe contava que ali ela teve uma conversa com a mãe de Cristo. Ela não rezou. Ela pediu, suplicou, interrogou, ordenou, fez de tudo. Quando chegamos a Campinas, faço outro exame e a médica vem com o resultado: algum engano deve ter ocorrido, não tinha nenhum problema, nenhuma infecção, resistência alta, tudo normal. A única explicação que tenho para esse evento é que eu fui obra de um milagre. Não tenho nenhuma outra explicação.

Perder minha avó não foi fácil para ninguém, mas tinha que levantar a cabeça. Eu tinha que ser mais forte que toda minha família. Eu não poderia desabar. Com o fim das quimioterapias, o cabelo foi voltando a crescer. A radioterapia foi feita e em janeiro de 2004, eu saía de tratamento oficialmente. Foram sete meses de sessões de quimioterapia e radioterapia.

Cinco anos após o término do tratamento. Meu médico disse que eu estava curado. Pronto, eu consegui provar para mim mesmo que o câncer tem sim cura. Na sala do médico estávamos somente eu e meu pai. Minha mãe não aguentou chegar nesse dia, em 2007 um AVC leva minha mãe para junto de minha avó. Mas eu tenho certeza que de onde ela estivesse ela estava vendo que eu também tinha provado para ela que o câncer tem cura. Eu costumo dizer que podem ter pai, mãe, irmã, avós, tios até iguais, mas melhores que os meus ainda está para nascer.

Hoje em dia eu falo com a maior tranqüilidade que tive câncer. Encho a boca para falar EU TIVE CÂNCER. Muitos ficam impressionados com a naturalidade que falo. Muitas pessoas não falam nem a palavra eu falo CÂNCER, e completo:

O CÂNCER TEM CURA, EU SOU A PROVA DISSO.

Essa foi minha história de sucesso contra o câncer.
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