Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Pacientes recebem o material genético por meio do transplante de medula. Achar um doador compatível é raro, mas aumento das doações já permitiu 140 procedimentos desde 2004.

Todo mês, o sangue do cordão umbilical, coletado instantes após o nascimento da criança, salva a vida de um doente de câncer no Brasil.

Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que armazena 12 mil cordões umbilicais em 12 bancos públicos nacionais. Desde 2004, ano da criação da rede nacional de bancos públicos de cordão umbilical (Brasilcord), até setembro de 2012, já foram realizados 140 transplantes por meio destes materiais – média de 1,4 cirurgia por mês.

Os pais dos recém-nascidos que decidem pela doação desconhecem a identidade dos pacientes que serão contemplados com o material genético, rico em células-tronco.

Após ser armazenado em bancos especializados e públicos, o cordão é utilizado no transplante de medula óssea, tratamento indicado para alguns casos de leucemia e linfoma, além de outras doenças sanguíneas graves, como a  anemia congênita.

“Nos próximos cinco anos, teremos 17 bancos de cordão umbilical públicos e a estimativa é conseguirmos 75 mil materiais genéticos armazenados”, afirma o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO) do Inca, Luis Fernando Bouzas.

Os brasileiros são muito miscigenados e para fazer o transplante é preciso compatibilidade genética. Por isso, defendem os especialistas, a importância de ampliar o armazenamento.

“Com a criação de bancos no Amazonas, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul, será mais fácil conseguir doadores compatíveis e salvar a vida de mais pessoas que hoje estão na fila de espera por uma medula”, completa Bouzas.

Atualmente, a maior parte dos pacientes beneficiados pelas células do cordão é criança.

“Por serem mais pesados e maiores, os pacientes que pesam mais de 50 quilos exigem mais células-tronco, insuficientes em apenas um cordão compatível retirado de um recém-nascido. Com mais material disponível será possível beneficiar também os adultos doentes. Neles, poderemos usar dois cordões na cirurgia caso estejam disponíveis.”

 

Bancos privados e poucos transplantes

Os cordões umbilicais usados nos 140 transplantes foram coletados nas 24 maternidades credenciadas pelo Inca (públicas ou filantrópicas) e sem nenhum vínculo de parentesco entre doador e receptor.

 

Não são todas as gestantes que podem doar para o Brasilcord. O parto precisa ser realizado em um dos hospitais do grupo, a mulher precisa ter mais do que 18 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas e ter mais do que 35 semanas de gravidez e ser saudável.

Além dos bancos públicos existem muitos bancos privados de cordão que oferecem o armazenamento do material genético. Nesta rede privada, a escolha da maternidade é livre e os custos do armazenamento variam entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, além de mensalidades anuais de cerca de R$ 500.

Na rede particular, entretanto, o sangue armazenado só pode ser usado no transplante de medula feito no próprio paciente (cirurgia chamada de autóloga) ou podem ser doados para parentes que adoeçam de linfoma ou leucemia com indicação de cirurgia.

Segundo relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nestas instituições pagas estão armazenadas 62.050 bolsas de sangue de cordão umbilical, 517% a mais do que o existente na rede pública. Ainda assim, os bancos públicos fizeram 17 vezes mais transplantes.

Até agora, “apenas oito utilizações terapêuticas no período foram feitas (pelos bancos privados)”, informou a Anvisa, sendo três transplantes autólogos e cinco entre familiares.

 

Apostas

O Ministério da Saúde é contra o funcionamento dos bancos privados de cordão umbilical por conta da pouca utilização do material em transplantes “principalmente pela falta de utilidade pública e pela forma enganosa como tem sido feita a propaganda dos bancos privados”, escreve o Inca em seu site.

Já o médico Adelson Alves, fundador da CordCell – rede de bancos privados de cordão – rebate que atualmente existem 2 mil protocolos de pesquisas clínicas no mundo para o uso das célula-tronco do cordão umbilical no tratamento das mais variadas doenças.

“É uma revolução na medicina. No Brasil são três linhas de pesquisas executadas só com o nosso grupo de bancos credenciados, voltadas para o tratamento de esclerose lateral, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e epilepsia”, afirma.

Por ora, o material genético do cordão umbilical só pode ser usado de forma terapêutica para os transplantes de medula, mas Alves ressalta que o armazenamento pode ser uma aposta para o futuro.

“Seja em banco público ou privado. O que eu defendo é que as pessoas façam as doações, cada vez mais”, diz Alves.

 

Ipsis litteris do post original no site do IG

Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Lei fixa prazo de 60 dias para início do tratamento de câncer no SUS

Pacientes com neoplasia maligna (tumor maligno) deverão iniciar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo máximo de 60 dias, contados a partir do diagnóstico. É o que prevê a Lei 12.732, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

O projeto foi aprovado em outubro deste ano pelo Senado e tem o apoio do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para o diretor-geral do órgão, Luiz Antônio Santini, a iniciativa vai melhorar a eficácia da prestação de serviços no tratamento da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Pacientes acometidos por manifestações dolorosas consequentes de tumores malignos terão tratamento privilegiado no que diz respeito ao acesso a prescrições e a analgésicos opiáceos e correlatos. O texto prevê ainda que a padronização de terapias contra o câncer, cirúrgicas e clínicas, deverá ser revista, republicada e atualizada sempre que se fizer necessário, para que se adeque ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos.

Estados brasileiros que apresentarem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para a instalação desse tipo de unidade. O descumprimento acarretará penalidades administrativas a gestores direta e indiretamente responsáveis. A lei entra em vigor 180 dias após sua publicação.

 

Ipsis litteris do post original no site Terra

Lei fixa prazo de 60 dias para início do tratamento de câncer no SUS

Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital

por Karina Lignelli, do O Globo em 27/11/2010

SÃO PAULO – A cirurgia a qual o vice-presidente José Alencar se submeteu neste sábado, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, foi bem-sucedida, segundo boletim médico divulgado nesta tarde. Alencar teve uma obstrução no intestino e uma hemorragia decorrente desse quadro. De acordo com a equipe médica, foram retirados tumores do principal segmento do intestino delgado que estava comprometido. A cirurgia durou aproximadamente 5 horas e foi conduzida pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes.

José de Alencar encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do hospital, para recuperação pós-cirúrgica. Um novo boletim médico com mais esclarecimentos deve ser divulgado neste domingo.

Este foi o 16º procedimento a qual ele se submete desde que descobriu um câncer na região abdominal, há 12 anos.

Alencar teve alta na semana passada de outro procedimento, mas teve de ser internado novamente para a realização da cirurgia.

Na última quinta-feira, Alencar fez vários telefonemas e chegou a despachar, por telefone, com seu gabinete, em Brasília. Em boletim médico oficial divulgado na quarta-feira, o hospital Sírio-Libanês informou que Alencar, de 79 anos, foi internado na terça-feira e “estava recebendo tratamento clínico” e seu quadro geral era “estável”.

Na quinta-feira da semana passada, Alencar teve alta depois de permanecer internado por 24 dias para tratar do mesmo quadro de obstrução intestinal. Assim que deixou o hospital sofreu um infarto agudo do miocárdio. Ele passou mal por volta das 18h. Os médicos detectaram o infarto e rapidamente fizeram um cateterismo. Depois do procedimento médico o vice-presidente se recuperou na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica.

As equipes médicas que acompanham o vice-presidente são coordenadas pelos médicos Raul Cutait, Paulo Hoff, Roberto Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão. Hoje, o Sírio-Libanês não divulgou nenhuma informação oficial sobre o estado de saúde de Alencar.

Ipsis litteris do post original no O Globo! » Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital


27 de Novembro, dia nacional de combate ao câncer

27 de novembro – O Dia Nacional de Combate ao Câncer – foi criado em 1988 para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.

A Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, que regulamenta as comemorações, estabelece que a data seja uma oportunidade para “evocar o importante significado histórico das entidades de combate ao câncer, de consagração aos inumeráveis e valiosos serviços prestados ao país e proporcionar importante mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais na luta contra o câncer”.

A data foi criada com o intuito de conscientizar a população, principalmente quanto à prevenção da doença e o diagnóstico precoce, fazendo com que o paciente tenha uma qualidade de vida acima da expectativa dos que descobrem tardiamente.

A cada ano são apresentados novos métodos de tratamento e há mais casos de cura.
A sociedade médica quase não fala mais em sobrevida em casos de descoberta precoce. Os tratamentos são mais eficazes e cada vez menos agressivos.

Mas ainda há muito o que ser feito, principalmente junto à população mais carente do país.
Pouca informação, falta de equipamentos modernos, de exames precisos e o que julgo mais grave: o medo!
Pessoas deixam de procurar os médicos, deixam de fazer exames e até escondem dos familiares que têm qualquer coisa por medo de um diagnóstico mais grave. Quando sentem alguma dor que se repete por dias, fazem uso da auto-medicação, ao invés de procurar ajuda de um profissional da saúde e por isso, o diagnóstico chega tarde demais.

Ainda temos entre a população brasileira, pessoas que têm horror de pronunciar a palavra câncer, substituindo-a por ‘doença ruim’. Esse medo afasta o paciente do consultório e tira dele as chances de cura rápida e sem muito sofrimento ou maiores conseqüências.

A classe médica também precisa considerar alguns pontos fracos. Muitos médicos prescrevem medicamentos sem ter feito um diagnóstico preciso, um exame que investigue as causas de alguns sintomas e também não encaminham o paciente tão rápido ao oncologista, o que acaba postergando a descoberta do câncer.

Estamos avançando sim, e muito… mas não temos tantos motivos ainda pra comemorar.
Há muito o que ser feito e pra que a doença seja erradicada de vez, todos nós precisamos fazer a nossa parte!

Desde a primeira menstruação, a menina deve procurar um ginecologista e passar a ter um acompanhamento do profissional, realizando exames de rotina, uma vez por ano.
Por sua vez, o ginecologista deve ensinar a essa menina a conhecer seu corpo e realizar mensalmente o auto-exame das mamas, pra que ela perceba qualquer alteração rapidamente.

Pessoas que tiveram casos de familiares com câncer devem ser instruídas quanto à realização de exames para investigar possíveis focos da doença.

Homens à partir dos 40 anos devem procurar um proctologista e realizar os primeiros exames da próstata e mulheres, à partir dos 35 anos devem realizar a mamografia anualmente, sendo acompanhada também de uma ultrassonografia das mamas, para a precisão de um diganóstico completo e exato.

Os cuidados com a exposição ao sol sem um protetor eficiente também devem ser esclarecidos por profissionais da área médica sempre que um paciente chegue a um pronto socorro com queimaduras do sol ou em consultórios por problemas de pele.

Acho de extrema importância que se fale à respeito da não utilização da auto-medicação. Dessa forma começaremos a cuidar da saúde do povo brasileiro e mudar a cultura do “cházinho de ervas da vovó” que é sim, muito eficiente, mas é só um paliativo.

Considero o dia 27 de novembro muito mais importante que apenas uma data no calendário, mas um dia pra se levar esclarecimentos à população, informação e unir esforços para o início da erradicação definitiva da doença.

Flávia Fernandes

Alimentos que Previnem o Câncer

Alguns alimentos previnem o aparecimento do câncer. Segundo especialistas eles podem manter a doença bem longe de seu corpo. Por isso é importante algumas mudanças nos hábitos alimentares.

Confira abaixo a lista dos alimentos que previnem o câncer:

Azeite de oliva:

Estudos da Universidade de Northwestern (EUA) apontam: uma das propriedades do óleo é capaz de danificar o gene cancerígeno responsável por 25% a 30% de todos os cânceres de mama.

Consumo diário: 1 colher (sopa).

Vinho:

Segundo Débora La Regina, nutricionista do Centro Paulista de Oncologia, o resveratrol – uma molécula contida na bebida – inibe etapas necessárias ao desenvovimento da doença.

Consumo diário: 1 taça.

Alho:

Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer estabelece uma relação entre o consumo de alho e a diminuição do risco de câncer de estômago, esôfago, pâncreas e mama.

Consumo diário: 1 colher (café) de alho moído.

Frutas cítricas:

Possuem polifenóis e terpenos, componentes que reduzem a capacidade de reprodução da célula cancerosa. Exemplos: lima-da pérsia, limão, laranja.

Consumo diário: 1 copo do suco da fruta.

Chá-verde:

O centro japonês de pesquisa Saitama Cancer  Center Institute revela: além do câncer, o chá também previne doenças cardiovasculares.

Consumo diário: 1 xícara (chá).

Soja:

O grão é rico em isoflavona, composto inibidor da ação de enzimas ligadas ao desenvolvimento da doença.

Consumo diário: uma porção de 30 g.

Tomate:

A fruta contém licopeno e carotenóide, substâncias que podem reduzir o risco de câncer de próstata. “Além de antioxidante e laxante, é capaz de ajudar o organismo a combater infecções”, afirma a nutricionista Bianca Innocencio.

Consumo diário: 2 unidades.

Cebola:

Atua no bloqueio das nitrosinas, substâncias tóxicas que causam câncer.

Consumo diário: 1 colher (chá) de cebola moída.

Verduras crucíferas:

Acredita-se que o glicosinolato, componente presente nas couves, brócolis e rabanetes, seja responsável pela redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama.

Consumo diário: uma porção de 60 g.

Cúrcuma:

Estudos com ratos mostram que a planta (também conhecida como açafrão-daterra) pode inibir a proliferação de células cancerígenas.

Consumo diário: 1 colher (chá).

Cacau:

“Contém polifenóis, componentes com ação antioxidante ecapazes de proteger as células do organismo”, afirma Roseli Ueno Ninomiya, nutricionista da USP.

Consumo diário: 40 g de chocolate meio amargo.

Frutas vermelhas:

Um artigo do jornal americano Journal of Agricultural and Food Chemistry mostra que as propriedades anticancerígenas de frutas como morango e framboesa neutralizam, reduzem e reparam as consequências da ação oxidativa do estresse e de inflamações.

Consumo diário: 1 xícara (chá).

DEIXE CRU
Coma verduras cruas ou cozidas no vapor. O calor excessivo faz com que elas percam propriedades importantes

Fonte: www.mdemulher.abril.com.br

Próstata: novas normas sobre o teste de PSA

O câncer de próstata é o tipo mais prevalente em homens com mais de 50 anos.

No passado, o diagnóstico costumava ser feito quando o tumor invadia órgãos vizinhos ou formava metástases ósseas. A introdução do PSA e do toque retal, rotineiro nos anos 1990, permitiu identificar lesões em fases precoces e diminuir a probabilidade de morrer por complicações da doença.

O tratamento desses tumores iniciais por cirurgia ou radioterapia está, porém, associado a complicações intestinais, urinárias e da função sexual, que podem comprometer a qualidade de vida.

Enquanto alguns tumores apresentam comportamento agressivo, outros são tão indolentes que dificilmente chegarão a provocar complicações nos pacientes mais idosos, mesmo que não sejam tratados. Nesses casos, o simples acompanhamento clínico e laboratorial pode ser a opção mais adequada.

Depois de rever os estudos publicados de 1950 a junho de 2009, a American Cancer Society acaba de publicar um novo consenso sobre as indicações para a realização dos exames preventivos: PSA e toque retal.

Atualizados pela primeira vez desde 2001, os principais pontos das novas normas são os seguintes:

1. Os exames preventivos devem ser oferecidos a todos os homens com mais de 50 anos que tenham uma expectativa de viver pelo menos mais dez anos. Caso contrário, o benefício de um possível tratamento não compensará as complicações associadas a ele.

2. A idade para iniciar os exames depende do risco de apresentar a doença:

• Aos 50 anos, nos homens de risco igual ao da média.

• Aos 45 anos, naqueles que correm risco mais alto: descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau que receberam o diagnóstico de câncer de próstata antes dos 65 anos.

• Aos 40 anos, nos casos de risco muito alto: diversos familiares com câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos.

3. Nos casos em que os níveis de PSA estão abaixo de 2,5 ng/mL, o exame pode ser repetido apenas a cada dois anos (ao contrário da repetição anual recomendada anteriormente).

4. Quando os níveis estiverem acima desse valor, o exame deve ser anual.

5. Quando o PSA está entre 2,5 e 4,0 ng/mL, a conduta deve ser individualizada:

• Indicar biópsia quando houver risco mais alto: ascendência negra, história familiar de câncer de próstata, idade mais avançada e toque retal alterado.

(Dr. Dráuzio Varella, Revista Carta Capital, sessão Sociedade)

Vencendo o câncer com amor e boa alimentação, por Andréa Pereira

Meu nome é Andréa. Não sou nutricionista, nem sou paciente com diagnóstico de C.A. Na verdade, meu pai luta contra um câncer de próstata há três anos e em Janeiro/2010 recebemos a notícia de metástase óssea.

Há três anos, meu pai freqüenta uma nutricionista MARAVILHOSA que é ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO CLÍNICA e NUTRIÇÃO FUNCIONAL.

Meu pai que tem 78 anos de idade, começou a fazer quimioterapia em Janeiro deste ano. Antes controlava com medicação oral. Estava muito apreensiva e agora estamos muito tranqüilos. Ele já está no quarto ciclo e está ÓTIMO! O PSA está caindo a cada mês (Chegou a 487,30 e hoje 16/03 está em 155,90). As plaquetas, por conta do tratamento nutricional, estão aumentando a cada mês e quem faz quimio sabe que essa é a parte mais complicada! PLAQUETAS 171 mil/mm3 x 114mil/mm3 de Janeiro… Meu pai além de ser um homem com MUITA FÉ! Está sendo muito bem cuidado pela DRA. LÚCIA MOURA CARDOSO. NÃO TENHO DÚVIDAS que ele só está da maneira que está, por conta desses dois aspectos: SUA FÉ e o TRATAMENTO NUTRICIONAL.

Precisava dividir isso com vocês, sou filha única e meu pai é o bem mais precioso que eu tenho. A quimioterapia pra nós, está sendo tirada de letra! Meu pai não teve NENHUM tipo de efeito colateral, tirando uma cólica (sem diarréia) na primeira semana de quimio. Seu cabelo NÃO caiu!!! Ele é a maior prova de que DEUS está no controle! Inclusive no meu ponto de vista essa médica está sendo um instrumento nas mãos de Deus para nos ajudar…

Espero que essa informação seja útil para alguém pois quem está doente ou tem um familiar doente, tem pressa! Além da necessidade de receber esperança, força, boas notícias e otimismo!

O telefone do consultório da Dra. Lúcia é o (21)2288-9761 (Tijuca / RJ). Ela não sabe que estou postando isso. É um relato pessoal mesmo! Espero que ela não fique chateada porque eu precisava dividir, estaria sendo egoísta caso não fizesse…

Meu nome é Andréa e o nome do meu pai é Geraldo.

Um grande beijo no coração de cada um e MUITA FORÇA pra vocês! “

Mamão papaya ajuda no combate ao câncer

Por Flávio Fachel – Nova York, do Jornal Hoje, em 10/03/10 – 13h59

Cientistas da Universidade da Flórida usaram chá da folha do papaya para curar células doentes e deu certo.

Não é de hoje que o mamão papaya é estudado pela ciência. Os povos antigos, que viviam onde hoje é o México, já usavam o fruto no tratamento de várias doenças. Hoje, já se sabe que, entre vários benefícios, o mamão tem alto poder cicatrizante.

Para se ter uma ideia o extrato da casca já é utilizado até no tratamento de cáries.

Mas o que os cientistas da Universidade da Flórida fizeram foi aplicar uma espécie de chá das folhas do mamoeiro em dez culturas de células, com dez tipos de câncer diferentes.

Tinha câncer de útero, mama, fígado, pulmão, pâncreas e vários outros. É coisa de laboratório mesmo. As células ficaram em pratinhos de vidro mergulhadas no chá. Depois de 24 horas, os cientistas observaram que a velocidade do crescimento do tumor diminuiu em todos os casos.

Entretanto, isso não quer dizer que quem tem câncer deverá sair tomando chá de folha de mamoeiro. Ainda é uma pesquisa feita em laboratório, e, como várias outras, tem um longo caminho pela frente até virar tratamento eficiente em clínica e hospitais.

Ipsis litteris do post original no G1! » Mamão papaya ajuda no combate ao câncer

A importância de se conversar sobre Cuidados Paliativos

Normalmente existe um medo ou um pré-conceito quando o assunto é Cuidados Paliativos. Paliativo significa meios ou métodos que trazem melhoras, mas não eliminam a causa, mas isso é o significado literal, descrito no dicionário. Quando falamos em Cuidados Paliativos, estamos falando em melhorar a qualidade de vida de um paciente e isso, não há dicionário que defina.

Para entender mais sobre o assunto e poder trazê-lo ao nosso site, conversei com minha amiga, a Dra. Vera Bifulco que é Psicóloga e coordenadora do serviço de psico-oncologia do IPC. A Dra. Vera está na minha vida desde a época em que eu fazia a quimioterapia. Tive um excelente acompanhamento e, desde então, nos tornamos boas amigas. Ela, que cuida de forma tão maravilhosa de cada paciente, escreveu um artigo ótimo sobre o assunto, o qual eu tenho o prazer de postar aqui e compartilhar com vocês.

Vou falar de duas coisas importantíssimas na vida de qualquer pessoa: planejamento e esperança.

Planejar significa responsabilidade com a vida e com nós mesmas. Idealizar um plano, elaborar, programar. Significa também fazer um balanço do que somos, temos, queremos e colocar em prática esses fatores para atingirmos nosso objetivo, ou seja demonstra intenção para atingir uma meta. Ninguém planeja nada se não houver qualidade de vida no que está sendo proposto. E esperança. Noutro dia escutei de uma médica muito querida que a esperança, ao contrário do que se diz é a única que não morre.

É uma estupidez não ter esperança. Esta frase é do personagem Santiago na obra: O velho e o mar, de Ernesto Hemingway. E eu também acho. Todos deviam achar isso.

Há muitas doenças dentro da área da saúde que infelizmente até o momento atual a ciência não encontrou o remédio certo. Para essas doenças onde a cura não  é mais o objetivo possível é que falamos em Cuidados Paliativos.

Os Cuidados Paliativos são oferecidos não só aos pacientes oncológicos mas para todas as doenças crônico-degenerativas, ativas e progressivas. Alzheimer, crônicos renais, Aids, são exemplos dessas doenças.

Conceituamos Cuidados Paliativos como sendo uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor e de outros problemas de natureza física, psicossocial e ESPIRITUAL.(WHO, 2002).

Vamos entender melhor esta definição.

Qualidade de vida é um conceito muito abstrato e difere de indivíduo para indivíduo. Leva em conta a idade, momento de vida, sexo, cronicidade da doença, e muitos outros fatores.

Mas principalmente leva em conta a autonomia funcional do paciente, ou seja, um dos objetivos dos Cuidados Paliativos é  que o paciente possa fazer sozinho e deliberar sozinho o maior número de questões possíveis relativas à sua vida.

Tomar banho sozinho, se alimentar, locomover-se, são exemplos de autonomia funcional.

Mas resolver questões pessoais também. E quem não as tem?

Assuntos pendentes que muitas vezes “empurramos com a barriga” para resolver mais tarde e se avolumam em nossas vidas, também são importantes de serem resolvidos em tempo útil.

Emoções tantas vezes reprimidas, pedidos de perdão, declarações de obrigada, eu te amo, te perdôo são decisões que precisam ser tomadas.

Sabe-se que tudo que é muito bem cuidado, tem vida mais longa. Isso cabe também a quem, apesar de sua doença não ter mais um caráter curativo, se bem cuidada viverá mais e melhor.

Os Serviços de Cuidados Paliativos são realizados por equipes multiprofissionais, onde psicólogos vão cuidar do emocional do paciente/família, assistentes sociais ajudarão nas questões sociais, advogados, enfermeiros que ajudam a cuidar do corpo físico, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas-ocupacionais, médicos que se preocupam com o alívio da dor e de outros sintomas decorrentes da progressão da doença ou seu tratamento, dentistas, fisioterapeutas, enfim, cada profissional saberá dar sua contribuição conforme a necessidade do paciente, mas todos falarão a mesma linguagem, isso é o ponto de honra da equipe que sintonizada oferecerá ao paciente/família condições de viver a vida com dignidade, respeito e fé. A questão da espiritualidade é essencial nesta etapa.

A espiritualidade em Cuidados Paliativos é considerada uma ferramenta importante para o controle do sofrimento global do paciente. A maneira como vivemos nossa espiritualidade durante a vida pode influenciar sobremaneira o momento e as decisões na hora da passagem. Morrer de alma curada fará grande diferença quando pensamos no grande mistério que envolve vida e morte. Nossa alma é eterna e nisso as religiões são unanimes em afirmar.

Em verdade quando falamos de Cuidados Paliativos estamos nos referindo a questões de cunho filosófico, pois é com o pensamento de que poderemos morrer que pensamos no sentido da vida. De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido da vida aqui na Terra?

Infelizmente essas perguntas só vêm à tona quando estamos mais próximos de nossa finitude, o que é um erro. Pelo medo de morrer não vivemos. Deveríamos ter em mente ao acordarmos todo dia que somos seres mortais, com certeza viveríamos mais plenamente cada átimo de nossa existência pela consciência deste fato. Amar muito, perdoar, se auto-perdoar, melhorar onde não somos tão bons, criar, agradecer, cuidar de nosso interior como cuidamos de nossa aparência. Cuide de si por inteiro e enfrente o que vier de cabeça erguida, você pode!

A existência de uma equipe multiprofissional de Cuidados Paliativos no atendimento integral ao paciente/família cria uma atmosfera de trabalho altamente efetivo e afetivo, coeso, onde todos os profissionais envolvidos de diversas áreas atuam juntos em busca da realização de uma tarefa comum, o bem-estar do paciente.

A Arte de Cuidar é muito mais abrangente do que diagnosticar e tratar uma doença.

A ênfase no trabalho da equipe de Cuidados Paliativos com o paciente/família é colocada no conforto, na dignidade e no autorrespeito, bem como no respeito ao direito de receber explicações sobre sua doença, para que ele possa participar ativamente das condutas preconizadas e decisões conscientes no que concerne ao seu tratamento, em suma, a equipe deve promover a vida por meio de uma assistência integral.

Está no interior de cada um a capacidade de reconhecer os valores da vida, para além da preservação do corpo e das ocupações do dia-a-dia.

Quero finalizar essa nossa conversa com uma frase retirada de um livro sobre Lições de Amar e Viver, aonde o protagonista veio a falecer de esclerose lateral amiotrófica, lúcido até o fim de seus dias, professor renomado, querido por seus alunos, viveu plenamente seu processo de morte e morrer e deixou um legado fantástico de ensinamentos:

“Aprenda a viver e saberá morrer”.
“Aprenda a morrer e saberá como viver”.
Morrie Schwartz

Quero agradecer a dra. Vera por este texto tão esclarecedor e tão encorajador, que nos faz compreender melhor sobre o assunto Cuidados Paliativos e nos enche de esperança na hora da luta contra a doença e também na melhora da nossa qualidade de vida.

O texto “Conversando com a paciente sobre Cuidados Paliativos” é uma reprodução do publicado originalmente no Inana.

Atriz Drica Moraes é diagnosticada com leucemia

RIO DE JANEIRO – A assessoria de imprensa de Drica Moraes confirmou nesta sexta-feira (12)  que a atriz realmente foi diagnosticada com leucemia. “Infelizmente, a notícia é verdadeira”, disse.

Drica está internada no hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, sem previsão de alta.

A atriz passou por uma bateria de exames que confirmou a doença. O próximo passo é esperar alguns resultados ficarem prontos para, então, os médicos decidirem qual tratamento é o melhor para o tipo de leucemia. Isso deve acontecer nos próximos dias.

Ainda de acordo com a assessoria, a notícia pegou tanto a atriz como familiares de surpresa. “Mas Drica está bem, está recebendo visitas”, contou. O filho da atriz, Mateus, está sob os cuidados da mãe da artista, enquanto ela permanece no hospital.