Atividade física pode evitar 10 mil casos de câncer ao ano no Brasil

Cerca de 10 mil novos casos de câncer, entre eles o de mama e o de cólon, poderiam ser evitados no Brasil se houvesse mais adesão à prática da atividade física entre a população. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard, Universidade de Cambridge e Universidade de Queensland. Um artigo sobre o assunto foi publicado na revista científica internacional Cancer Epidemiology em julho de 2018.

Os dados sobre a falta de atividade física da população brasileira são alarmantes. Na última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, mostra que aproximadamente metade das pessoas sequer atingiu a recomendação mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prática por semana, ou seja, 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos em ritmo mais intenso. As mulheres estão em desvantagem em relação aos homens. É maior o número de mulheres que não se exercitam, cerca de 51%, enquanto os homens, é de 43%.


O de mama e o de cólon são os cânceres mais comuns e que poderiam ser evitados caso houvesse a prática regular de atividade física entre a população, segundo Leandro Fórnias Machado Rezende, um dos autores da pesquisa – Foto: Acervo pessoal

De acordo com Leandro Fórnias Machado de Rezende, um dos autores do estudo, a pesquisa utilizou dados da prática de atividade física no Brasil, dados sobre risco de câncer associados à falta de atividade física de uma extensa revisão de literatura, além de dados sobre a incidência de câncer publicados pelo Inca e pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer. A partir desta análise, foram feitas diferentes estimativas de prevenção de câncer por meio da atividade física.

Segundo o Inca, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Em 2018, há uma estimativa de aproximadamente 60 mil novos casos. Já no câncer colorretal, os tumores acometem parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso e se tornarem malignos.  Em 2018, a estimativa é de 36 mil novos casos.

A prática regular da atividade física influencia no controle de peso e no nível de gordura, além de atuar diretamente sobre hormônios e marcadores inflamatórios. A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, principalmente os que foram objetos de estudo, o de mama e o de cólon. A pesquisa trouxe mais detalhes sobre o assunto:  os pesquisadores concluíram que até 8.600 casos de câncer em mulheres e 1.700 casos de câncer em homens poderiam ter sido evitados simplesmente com o aumento dos exercícios semanais. Conforme afirma Rezende, esses casos correspondem à 19% da incidência de câncer de cólon e 12% de câncer de mama no Brasil.

Analisando os dados do ponto de vista geográfico, o Rio de Janeiro teria 1.244 casos evitáveis e São Paulo, outros 2.587 casos, se as pessoas se mantivessem mais ativas fisicamente. “Claro, falta tempo para se exercitar porque o estilo de vida mantido nas metrópoles quase que não permite conciliar trabalho, estudo e afazeres domésticos com prática regular de atividade física”, opina.

De acordo com Rezende, os pesquisadores que trabalharam nesse estudo acreditam que os números possivelmente podem estar subestimados, já que há estudos recentes sugerindo uma possível relação de atividade física com a redução do risco de até 13 tipos de câncer.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Faculdade de Medicina

Saiba sobre o câncer ósseo: tipos, causas e fatores de risco

O que é Tumor ósseo?

O tumor ósseo maligno é um tipo de câncer que acomete qualquer osso do corpo. Frequentemente afeta os ossos longos dos braços e coxas, coluna e bacia. Pode ser dividido em tumor ósseo primário, que é quando o câncer se desenvolve diretamente no osso previamente normal, e tumor ósseo secundário, quando se origina em qualquer outro órgão e se dissemina para os ossos.

Quando as células se dividem de forma anormal e incontrolável elas podem formar uma massa ou nódulo de tecido. Esse nódulo ou massa é chamado de tumor e, quando ele cresce, acaba por comprometer o tecido previamente saudável e a rigidez do osso.

Os tumores ósseos, em geral, raramente causam a morte. Mas, eles ainda podem ser perigosos e requerem tratamento. Alguns tipos são benignos, o que significa que não são cancerígenos e outros malignos. Mesmo os tumores benignos podem crescer e comprometer a estrutura do osso. Os tumores malignos, cancerígenos, podem se espalhar pelo corpo.

Tipos

Existem vários tipos de lesões ósseas. Algumas destas lesões, aparecem como manchas nos exames de imagens, porém não são consideradas como tumores verdadeiros, e são conhecidos como pseudotumores. Dentre os tumores ósseos e as lesões pseudotumorais, alguns tipos acometem mais crianças e outros mais adultos. Eles também são divididos entre malignos e benignos, sendo que este último não é cancerígeno e o primeiro, malignos, pode se disseminar pelo corpo.

Dentre os tumores ósseos benignos e lesões pseudotumorais podemos citar:

  • Tumor de células gigantes são tumores benignos que apresentam agressividade local. Acomete principalmente os adultos jovens, na região das extremidades dos ossos longos, junto aos joelhos e punhos
  • Encondroma é um tumor benigno formador de cartilagem que cresce dentro do osso, predominam entre as 2a e 4a décadas da vida. Acomete principalmente os ossos das mãos
  • Displasia fibrosa é uma lesão óssea benigna, pseudotumoral, que acomete principalmente a 1a e 2a décadas da vida. Pode ser única ou múltipla (acometer vários ossos)
  • Cisto ósseo aneurismático é uma lesão óssea benigna, pseudotumoral, com agressividade local, constituída por lacunas sanguíneas.

Dentre os tumores ósseos malignos mais comuns:

  • Osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais frequente na faixa etária das crianças e adolescentes. Acomete principalmente os ossos dos joelhos, ombros e quadris
  • Tumor de Ewing acomete principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens. Os ossos mais frequentemente acometidos são os das coxas, braços, pernas e bacia
  • Condrossarcoma acomete principalmente os adultos. É um tumor maligno formador de cartilagem. Acomete principalmente os ossos das coxas, braços e bacia
  • Metástases ósseas são as neoplasias malignas mais comuns dos ossos. São disseminações secundárias de tumores malignos originados em outros órgãos e sofreram disseminação para o esqueleto. Acomete preferencialmente os adultos. Qualquer carcinoma pode desenvolver metástase. Mais comumente, os da mama, do pulmão, da próstata, da tireóide, dos rins e do trato gastrointestinal.

Causas

Ainda não é claro o que causa a maioria dos tumores ósseos. Os médicos acreditam que a doença começa com um erro no DNA das células. Este erro faz com que a célula cresça e se divida de forma. Esse acúmulo de células forma uma massa, ou tumor, que pode invadir as áreas próximas e também pode atingir outras partes do corpo.

Fatores de risco

Algumas situações podem aumentar a probabilidade do surgimento da doença:

  • Síndromes genéticas, que são passadas através das famílias como a síndrome de Li-Fraumeni e o retinoblastoma hereditário
  • Doença óssea pré-existente, como a Doença de Paget, que acomete principalmente adultos e idosos
  • Ter se exposto a altos níveis de irradiação, como os usados para tratar cânceres anteriores.

Pessoas com cânceres de rim, mama, próstata, pulmão, trato gastrointestinal e nas glândulas da tireoide estão mais propensas a ter tumor ósseo secundário – metástase óssea – quando o câncer se origina em outro local e se espalha para os ossos.

Projeto propõe obrigatoriedade da cirurgia reparadora de mama no SUS

Os hospitais públicos vão ser obrigados fazer não só a retirada do tumor e da mama, mas imediatamente a cirurgia reparadora. Especialistas aprovam.

 

Hoje, menos de 10% das mulheres que tiveram câncer de mama conseguem fazer a cirurgia reparadora da mama, mas um projeto aprovado no Senado promete resolver esse problema. Os hospitais públicos vão ser obrigados fazer não só a retirada do tumor e da mama, mas imediatamente a cirurgia reparadora.

A realização dos dois procedimentos na mesma cirurgia é considerada ideal pelos médicos, porque traz uma série benefícios para as paciente. Agora, os hospitais públicos terão que melhorar a estrutura para atender as mulheres. Hoje, a espera na fila do SUS pode durar anos.

Um grupo, um mesmo drama. Todas tiveram câncer, a mama retirada, e estão há anos esperando pela cirurgia plástica. A dona de casa Maria do Carmo Diniz, desde 2008. “Minha vontade era de fazer a plástica e ficar bonita. Eu não sinto que sou eu, a autoeestima fica lá embaixo”.

Aparecida Alves está na fila há 2 anos.”Os seios são uma parte muito importante para a mulher: a nossa feminidade”, diz.

De 2008 até 2012, segundo dados do SUS, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por conta do câncer. Nesse mesmo período, menos de 10% conseguiram fazer a cirurgia reparadora. O Governo Federal não sabe dizer quantas mulheres no total aguardam na fila.

“Nós estamos fazendo um diagnóstico detalhado do Brasil com um novo sistema de informação em câncer implantado em todo o país até maio, com isso teremos detalhadamente onde precisamos ampliar serviços junto aos estados e municípios”, afirma o secretário de atenção à saúde do ministério, Helvécio Magalhães.

A lei aprovada pelo Congresso determina que o SUS faça a cirurgia reparadora imediatamente após a retirada da mama. Nos casos específicos, quando há contraindicação médica, o procedimento deve ser feito assim que o paciente estiver em condições.

“É melhor que seja feita imediatamente porque minimiza muito o impacto psicológico causado na mulher quando da retirada da mama”, destaca o médico oncologista João Nunes.

Mariângela é prova disso: “A auto estima da mulher é outra”, diz.

 

Ipsis litteris do post original no site  do G1

Projeto propõe obrigatoriedade da cirurgia reparadora de mama no SUS

Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Pacientes recebem o material genético por meio do transplante de medula. Achar um doador compatível é raro, mas aumento das doações já permitiu 140 procedimentos desde 2004.

Todo mês, o sangue do cordão umbilical, coletado instantes após o nascimento da criança, salva a vida de um doente de câncer no Brasil.

Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que armazena 12 mil cordões umbilicais em 12 bancos públicos nacionais. Desde 2004, ano da criação da rede nacional de bancos públicos de cordão umbilical (Brasilcord), até setembro de 2012, já foram realizados 140 transplantes por meio destes materiais – média de 1,4 cirurgia por mês.

Os pais dos recém-nascidos que decidem pela doação desconhecem a identidade dos pacientes que serão contemplados com o material genético, rico em células-tronco.

Após ser armazenado em bancos especializados e públicos, o cordão é utilizado no transplante de medula óssea, tratamento indicado para alguns casos de leucemia e linfoma, além de outras doenças sanguíneas graves, como a  anemia congênita.

“Nos próximos cinco anos, teremos 17 bancos de cordão umbilical públicos e a estimativa é conseguirmos 75 mil materiais genéticos armazenados”, afirma o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO) do Inca, Luis Fernando Bouzas.

Os brasileiros são muito miscigenados e para fazer o transplante é preciso compatibilidade genética. Por isso, defendem os especialistas, a importância de ampliar o armazenamento.

“Com a criação de bancos no Amazonas, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul, será mais fácil conseguir doadores compatíveis e salvar a vida de mais pessoas que hoje estão na fila de espera por uma medula”, completa Bouzas.

Atualmente, a maior parte dos pacientes beneficiados pelas células do cordão é criança.

“Por serem mais pesados e maiores, os pacientes que pesam mais de 50 quilos exigem mais células-tronco, insuficientes em apenas um cordão compatível retirado de um recém-nascido. Com mais material disponível será possível beneficiar também os adultos doentes. Neles, poderemos usar dois cordões na cirurgia caso estejam disponíveis.”

 

Bancos privados e poucos transplantes

Os cordões umbilicais usados nos 140 transplantes foram coletados nas 24 maternidades credenciadas pelo Inca (públicas ou filantrópicas) e sem nenhum vínculo de parentesco entre doador e receptor.

 

Não são todas as gestantes que podem doar para o Brasilcord. O parto precisa ser realizado em um dos hospitais do grupo, a mulher precisa ter mais do que 18 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas e ter mais do que 35 semanas de gravidez e ser saudável.

Além dos bancos públicos existem muitos bancos privados de cordão que oferecem o armazenamento do material genético. Nesta rede privada, a escolha da maternidade é livre e os custos do armazenamento variam entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, além de mensalidades anuais de cerca de R$ 500.

Na rede particular, entretanto, o sangue armazenado só pode ser usado no transplante de medula feito no próprio paciente (cirurgia chamada de autóloga) ou podem ser doados para parentes que adoeçam de linfoma ou leucemia com indicação de cirurgia.

Segundo relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nestas instituições pagas estão armazenadas 62.050 bolsas de sangue de cordão umbilical, 517% a mais do que o existente na rede pública. Ainda assim, os bancos públicos fizeram 17 vezes mais transplantes.

Até agora, “apenas oito utilizações terapêuticas no período foram feitas (pelos bancos privados)”, informou a Anvisa, sendo três transplantes autólogos e cinco entre familiares.

 

Apostas

O Ministério da Saúde é contra o funcionamento dos bancos privados de cordão umbilical por conta da pouca utilização do material em transplantes “principalmente pela falta de utilidade pública e pela forma enganosa como tem sido feita a propaganda dos bancos privados”, escreve o Inca em seu site.

Já o médico Adelson Alves, fundador da CordCell – rede de bancos privados de cordão – rebate que atualmente existem 2 mil protocolos de pesquisas clínicas no mundo para o uso das célula-tronco do cordão umbilical no tratamento das mais variadas doenças.

“É uma revolução na medicina. No Brasil são três linhas de pesquisas executadas só com o nosso grupo de bancos credenciados, voltadas para o tratamento de esclerose lateral, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e epilepsia”, afirma.

Por ora, o material genético do cordão umbilical só pode ser usado de forma terapêutica para os transplantes de medula, mas Alves ressalta que o armazenamento pode ser uma aposta para o futuro.

“Seja em banco público ou privado. O que eu defendo é que as pessoas façam as doações, cada vez mais”, diz Alves.

 

Ipsis litteris do post original no site do IG

Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Lei fixa prazo de 60 dias para início do tratamento de câncer no SUS

Pacientes com neoplasia maligna (tumor maligno) deverão iniciar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo máximo de 60 dias, contados a partir do diagnóstico. É o que prevê a Lei 12.732, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

O projeto foi aprovado em outubro deste ano pelo Senado e tem o apoio do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para o diretor-geral do órgão, Luiz Antônio Santini, a iniciativa vai melhorar a eficácia da prestação de serviços no tratamento da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Pacientes acometidos por manifestações dolorosas consequentes de tumores malignos terão tratamento privilegiado no que diz respeito ao acesso a prescrições e a analgésicos opiáceos e correlatos. O texto prevê ainda que a padronização de terapias contra o câncer, cirúrgicas e clínicas, deverá ser revista, republicada e atualizada sempre que se fizer necessário, para que se adeque ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos.

Estados brasileiros que apresentarem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para a instalação desse tipo de unidade. O descumprimento acarretará penalidades administrativas a gestores direta e indiretamente responsáveis. A lei entra em vigor 180 dias após sua publicação.

 

Ipsis litteris do post original no site Terra

Lei fixa prazo de 60 dias para início do tratamento de câncer no SUS

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão

Especialistas de vários países participam nesta terça (22/11) do 4º seminário Internacional sobre a vacina CIMAvax-EGF, a primeira do mundo destinada ao tratamento de câncer de pulmão. Desenvolvida em Cuba, ela está sendo utilizada desde janeiro com a finalidade de inibir o crescimento do tumor em pacientes com esse diagnóstico de câncer. O evento debaterá os resultados clínicos já alcançados.

Organizado pelo Centro de Imunologia Molecular (CIM) e pela fabricante de biofármacos Cimab, o encontro avaliará a performance da vacina em pacientes cubanos e de outros países que tiveram acesso ao medicamento.

CIMAvax-EGF é a primeira vacina no mundo a atuar contra o câncer de pulmão e já foi patenteada em Cuba, Canadá, Estados Unidos, Japão e Sul da África, entre outros países, declarou Norkis Arteaga, gerente general de Cimab, à Prensa Latina.

Na nação cubana a vacina alcançou resultados acima da expectativa. Sem causar efeitos colaterais graves, fortaleceu o sistema imunológico e aumentou a sobrevida dos pacientes tratados, que obtiveram melhora também na qualidade de vida.

Atualmente, o produto se encontra em um projeto piloto que visa expandir a distribuição da vacina para todo o sistema público de saúde. Esta será uma experiência que será apresentada durante o seminário.

A reunião, contou com a presença internacional de especialistas do Peru, Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Sérvia, Coréia e Alemanha.

Com informações da Prensa Latina e agências

Ipsis litteris do post original no site Correio do Brasil

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão

Eu venci e você também pode vencer, Por Murilo Lemos

“Recebi o diagnóstico de leucemia linfóide aguda (LLA) aos quatro anos. Fui tratado no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, no interior de SP, onde fui submetido a sessões de quimio e radioterapia.

Como conseqüência do tratamento, meu cabelo caiu, e eu praticamente não podia ter contato com outras pessoas devido à baixa resistência imunológica.

Durante o tratamento também enfrentei uma pneumonia. À época, minhas chances de cura com a leucemia eram de 10%. Com a pneumonia, essas chances diminuíram mais ainda. Mas graças a Deus, aos médicos, à minha família e aos amigos, sobrevivi sem nenhuma seqüela e faço questão de, sempre que posso, contar minha história com a doença para motivar aqueles que a enfrentam hoje e que têm muito mais chances de cura do que eu tive.

Gostaria de deixar uma mensagem para as famílias e pacientes que enfrentam o câncer e qualquer outra doença dessa gravidade: nunca deixem de contar para o paciente a doença que ele tem. É fundamental para a cura que o paciente saiba exatamente o que está enfrentando e queira se curar.

Outro fator muito importante é a fé. Não importa a religião: é preciso ter fé em algo maior que o ser humano. A medicina sozinha não consegue explicar minha cura, é preciso acreditar em algo maior para ter forças e conseguir enfrentar a doença.”

Vencer também depende de querer, por Leandra Zanqueta

Tenho 35 anos e luto contra um cancêr de mama desde setembro de 2010.

Ordenei a minha mente que eu venceria e que todos os obstáculos que iria enfrentar dali pra frente seria com tranqüilidade.

Claro que nem tudo são flores, sofri muito quando recebi o diagnóstico, sofri quando eu perdi meus cabelos e quando fui fazer a primeira sessão de quimioterapia (porque eu não sabia o que poderia me acontecer, por exemplo, os efeitos colaterais).

Mas tenho muito Deus no coração e eu simplesmente decidi que eu poderia mudar meu destino, fazer daquele momento angustiante um momento feliz, pois assim as coisas iriam fluir melhor e o tempo de tratamento passaria mais rápido.

Moro sozinha e decidi por mim mesma que eu iria sozinha na quimioterapia (assim não tinha pra quem reclamar e eu não iria ficar criando sintomas na minha cabeça, sabe aquela coisa psicológica?). Ordenei a minha mente que eu não iria sentir nada e de fato até hoje nunca senti nenhum sintoma da quimioterapia.

Quando perdi meus cabelos comecei a fazer piada ao invés de me trancar em casa e ficar sofrendo… eu sempre dizia: Agora não passo mais calor, posso tirar e colocar o cabelo a hora que eu quiser (me referindo a peruca).

Meu tumor na primeira sessão de quimioterapia reduziu de 6 cm para 2 cm, na segunda sessão ficou com menos de 1 cm e na terceira sessão o tumor não existia mais.

Continuo as sessões de quimioterapia que vão até março de 2011. Continuei trabalhando por um bom tempo normalmente até o médico me dizer que agora era mais prudente se afastar. Mas sempre estou fazendo uma coisinha aqui e outra ali para distrair a mente.

Foi assim que percebi que o câncer mata quem se entrega a ele, mas quem o enfrenta ele não tem forças para seguir em frente.

Hoje quem me olha não diz que sofro dessa doença, sou uma pessoa com um corpo bonito, uma pele saudável, não sou pálida, pelo contrário sou bem coradinha, como de tudo e nunca passei mal. Tudo porque eu ordenei na minha mente que seria assim! Logo irei para a cirurgia e fazer as minhas sessões de radioterapia e em breve sei que terei o diagnóstico de cura, porque foi isso também que ordenei na minha mente. Eu serei curada!

Tive médicos e profissionais maravilhosos ao meu redor para me tratarem. Quando eu recebi o diagnóstico do câncer por uma profissional que não levava o menor jeito pra coisa – praticamente me condenou a morte – resolvi trocar de hospital e de profissional e iria fazer isso até encontrar o local que eu me sentiria bem para começar meu tratamento e foi assim que aconteceu.

Quando eu troquei de hospital e de profissionais me senti realizada, hoje tenho prazer (pode parecer exagero) de ir às consultas e nas sessões de quimioterapia, o que pra muita gente poderia ser “tortura” eu fiz desse momento um prazer. Fiz amigos e não via a hora de chegar a data para reencontrá-los, até me apaixonei!!!!!!

Por isso eu sempre digo a todas as pessoas que passam por isso ou que um dia possam vir passar: Você faz o seu destino, um copo de água pode virar uma tempestade, mas se você quiser, uma tempestade poderá ser um copo de água.
Ao invés de ficar se lamentando procure ver o que de melhor você pode tirar dessa situação.

E tudo passa… e a vida volta ao normal!

4 de fevereiro, dia mundial da luta contra o câncer

Declaração Mundial Contra o Câncer



Você sabia que o câncer mata mais gente no mundo do que Aids, malária e tuberculose juntos?
E cânceres preveníveis e curáveis matam milhões de pessoas todo ano.

Mas existe algo que você pode fazer…

Com um simples ato você pode fazer a diferença!
Assinando a Declaração Mundial contra o Câncer você participa da comunidade global…
…comprometida em eliminar o câncer!

Como sua assinatura pode ajudar?
Força dos números!
Sua assinatura será apresentada aos governos…
no encontro de cúpula da ONU em setembro de 2011
Precisamos que os líderes no mundo se ergam…
e se mobilizem por um mundo livre do câncer!

Juntos somos mais fortes!

Assine agora por um mundo livre do câncer.

www.uicc.org/declaration

Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão

Produto é capaz de inibir o crescimento do tumor

Cuba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão avançado no mundo. De acordo com jornal oficial Trabajadores, que fez o anúncio nesta segunda-feira (10), mais de mil pacientes já estão em tratamento com a vacina nomeada CimaVax EGF.

A responsável pelo projeto, Gisela González, do Centro de Imunologia Molecular (CIM) de Havana, explicou que a vacina oferece a possibilidade de transformar o câncer avançado em uma “doença crônica controlável”.

Gisela explica que a CimaVax EGF é o resultado de mais de 15 anos de pesquisa direcionada ao tumor e não provoca efeitos adversos severos.

– A vacina é baseada em uma proteína que todos temos e que está relacionada com os processos de proliferação celular. Quando há câncer, [essa proteína] está descontrolada.

Gisela explicou que, como o organismo tolera “aquilo que é seu” e reage contra “o estranho”, foi preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

A vacina é aplicada no momento em que o paciente conclui a terapia com radioterapia e quimioterapia. Ela ajuda a controlar o crescimento do tumor sem causar toxicidade, explica a pesquisadora.

Além disso, a vacina pode ser utilizada como um tratamento “crônico que aumenta as expectativas e a qualidade de vida do paciente”. A pesquisadora declarou que, após alcançar seu registro em Cuba, atualmente o CimaVax EGF “progride” em outros países. Os médicos agora esperam poder utilizar a vacina para tratar outros tumores, como os de próstata, útero e mamas.

Ipsis litteris do post original no site do R7! »

Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão