Governo lança plano para reduzir mortes por câncer de colo do útero

Investimento de R$ 115 mi é anunciado na véspera do Dia de Combate ao Câncer; Norte é foco

SÃO PAULO – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nessa sexta-feira, 26 – para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer, lembrado no sábado, 27 -, um plano de ação para redução da incidência e da mortalidade por câncer do colo do útero, com um investimento de R$ 115 milhões para prevenção e controle da doença.

O foco das ações será a Região Norte, onde são confirmados mais casos. O principal objetivo é colocar em prática iniciativas em várias áreas, que, somadas, serão capazes de melhorar o diagnóstico e o tratamento da lesão precursora, evitando o surgimento do câncer de colo do útero. Dessa forma, o avanço registrado em prevenção poderá se converter em redução da mortalidade.

O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais freqüente na população feminina, atrás apenas do de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por tumor no Brasil. Por ano, é responsável por 4.800 óbitos e apresenta 18.430 novos casos.

A boa notícia é que o País tem avançado na capacidade de realizar o diagnóstico precoce: na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram de doença invasiva, ou seja, o estágio mais agressivo do câncer. Uma nova pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que, atualmente, 44% das ocorrências são de lesão precursora do tumor, uma lesão localizada chamada “in situ”. As pacientes diagnosticadas precocemente, se tratadas de forma adequada, têm praticamente 100% de chance de cura.

Os dados sobre o câncer do colo do útero no Brasil fazem parte do quarto volume da publicação “Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional”. O livro revela a incidência dos tumores mais comuns no País, entre 2000 e 2005, coletados em 17 cidades, sendo 16 capitais. A última edição da pesquisa foi em 2003, com dados de 1995 a 2000. Os números provenientes dos municípios que efetivamente monitoram novos casos da doença são uma espécie de bússola que norteia a estimativa da ocorrência do câncer no território nacional.

Diferenças regionais

O que motivou o Ministério da Saúde e o Inca a elaborar um plano de ação para prevenir e controlar o câncer do colo do útero, com foco nos Estados da Amazônia, é a disparidade regional em relação aos casos da doença. No Norte, o tumor do colo do útero é o mais frequente e também a primeira causa de morte por câncer da população feminina local.

De acordo com informações dos Registros de Câncer de Base Populacional, em Manaus e Palmas, no extremo norte do País, a taxa de novos casos da doença para cada cem mil mulheres é de 50,59 e 49,38, respectivamente. Já em Porto Alegre, extremo sul, é de 20,05 para cada cem mil mulheres, e em São Paulo, no Sudeste, de 16,47.

Apesar de a incidência de câncer do colo do útero ainda ser alta na Região Norte, a detecção precoce avançou bastante. Em Manaus, a pesquisa lançada em 2003 revelava que a taxa de incidência era de 63,71, e em Palmas, 52,16%. “O avanço na detecção precoce é resultado do programa nacional, mas, sem dúvida, precisamos ir além no Norte, por isso elaboramos o plano de ação, com foco nessa região”, afirma o coordenador de Ações Estratégicas do Inca, Cláudio Noronha.

“Enquanto os registros de base populacional nos dão a magnitude do problema do câncer do colo do útero, as propostas do plano apontam para iniciativas capazes de reduzir a incidência e mortalidade pela doença no Brasil”, acrescenta. Noronha explica ainda que o câncer chamado “in situ”, também conhecido como “lesão precursora”, é tão superficial que não chega a invadir a membrana do colo do útero (epitélio). Por isso, se for tratado adequadamente, é eliminado, impedindo a progressão da doença.

Detecção precoce e prevenção

O câncer do colo do útero é passível de prevenção, pois apresenta lesões precursoras que podem ser detectadas por meio de exame ginecológico ou Papanicolaou, e então tratadas. O exame consiste na coleta de material do colo do útero, que possibilita o diagnóstico.

No Brasil, o rastreamento populacional para prevenção ao câncer do colo do útero é recomendado, prioritariamente, para mulheres de 25 a 59 anos, por meio da realização do Papanicolaou. A periodicidade ideal para esse exame específico é a cada três anos, após dois exames ginecológicos normais e consecutivos, feitos no intervalo de um ano.

A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), do IBGE, destaca que o percentual de mulheres na faixa etária alvo submetidas pelo menos uma vez na vida ao Papanicolaou aumentou de 82,6% em 2003 para 87,1% em 2008.

O Ministério da Saúde destaca, no entanto, que a meta a ser atingida é que 80% das mulheres brasileiras dessa faixa etária façam um preventivo ou Papanicolaou a cada três anos.

A maior incidência do câncer do colo do útero, no entanto, se dá em mulheres entre 45 e 49 anos e, por ser um tipo que evolui lentamente, a detecção precoce e o tratamento de lesões precursoras têm potencial de cura e redução da mortalidade em até 80%.

Ipsis litteris do post original no site do Estadão! » Governo lança plano para reduzir mortes por câncer de colo de útero

Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital

por Karina Lignelli, do O Globo em 27/11/2010

SÃO PAULO – A cirurgia a qual o vice-presidente José Alencar se submeteu neste sábado, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, foi bem-sucedida, segundo boletim médico divulgado nesta tarde. Alencar teve uma obstrução no intestino e uma hemorragia decorrente desse quadro. De acordo com a equipe médica, foram retirados tumores do principal segmento do intestino delgado que estava comprometido. A cirurgia durou aproximadamente 5 horas e foi conduzida pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes.

José de Alencar encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do hospital, para recuperação pós-cirúrgica. Um novo boletim médico com mais esclarecimentos deve ser divulgado neste domingo.

Este foi o 16º procedimento a qual ele se submete desde que descobriu um câncer na região abdominal, há 12 anos.

Alencar teve alta na semana passada de outro procedimento, mas teve de ser internado novamente para a realização da cirurgia.

Na última quinta-feira, Alencar fez vários telefonemas e chegou a despachar, por telefone, com seu gabinete, em Brasília. Em boletim médico oficial divulgado na quarta-feira, o hospital Sírio-Libanês informou que Alencar, de 79 anos, foi internado na terça-feira e “estava recebendo tratamento clínico” e seu quadro geral era “estável”.

Na quinta-feira da semana passada, Alencar teve alta depois de permanecer internado por 24 dias para tratar do mesmo quadro de obstrução intestinal. Assim que deixou o hospital sofreu um infarto agudo do miocárdio. Ele passou mal por volta das 18h. Os médicos detectaram o infarto e rapidamente fizeram um cateterismo. Depois do procedimento médico o vice-presidente se recuperou na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica.

As equipes médicas que acompanham o vice-presidente são coordenadas pelos médicos Raul Cutait, Paulo Hoff, Roberto Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão. Hoje, o Sírio-Libanês não divulgou nenhuma informação oficial sobre o estado de saúde de Alencar.

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27 de Novembro, dia nacional de combate ao câncer

27 de novembro – O Dia Nacional de Combate ao Câncer – foi criado em 1988 para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.

A Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, que regulamenta as comemorações, estabelece que a data seja uma oportunidade para “evocar o importante significado histórico das entidades de combate ao câncer, de consagração aos inumeráveis e valiosos serviços prestados ao país e proporcionar importante mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais na luta contra o câncer”.

A data foi criada com o intuito de conscientizar a população, principalmente quanto à prevenção da doença e o diagnóstico precoce, fazendo com que o paciente tenha uma qualidade de vida acima da expectativa dos que descobrem tardiamente.

A cada ano são apresentados novos métodos de tratamento e há mais casos de cura.
A sociedade médica quase não fala mais em sobrevida em casos de descoberta precoce. Os tratamentos são mais eficazes e cada vez menos agressivos.

Mas ainda há muito o que ser feito, principalmente junto à população mais carente do país.
Pouca informação, falta de equipamentos modernos, de exames precisos e o que julgo mais grave: o medo!
Pessoas deixam de procurar os médicos, deixam de fazer exames e até escondem dos familiares que têm qualquer coisa por medo de um diagnóstico mais grave. Quando sentem alguma dor que se repete por dias, fazem uso da auto-medicação, ao invés de procurar ajuda de um profissional da saúde e por isso, o diagnóstico chega tarde demais.

Ainda temos entre a população brasileira, pessoas que têm horror de pronunciar a palavra câncer, substituindo-a por ‘doença ruim’. Esse medo afasta o paciente do consultório e tira dele as chances de cura rápida e sem muito sofrimento ou maiores conseqüências.

A classe médica também precisa considerar alguns pontos fracos. Muitos médicos prescrevem medicamentos sem ter feito um diagnóstico preciso, um exame que investigue as causas de alguns sintomas e também não encaminham o paciente tão rápido ao oncologista, o que acaba postergando a descoberta do câncer.

Estamos avançando sim, e muito… mas não temos tantos motivos ainda pra comemorar.
Há muito o que ser feito e pra que a doença seja erradicada de vez, todos nós precisamos fazer a nossa parte!

Desde a primeira menstruação, a menina deve procurar um ginecologista e passar a ter um acompanhamento do profissional, realizando exames de rotina, uma vez por ano.
Por sua vez, o ginecologista deve ensinar a essa menina a conhecer seu corpo e realizar mensalmente o auto-exame das mamas, pra que ela perceba qualquer alteração rapidamente.

Pessoas que tiveram casos de familiares com câncer devem ser instruídas quanto à realização de exames para investigar possíveis focos da doença.

Homens à partir dos 40 anos devem procurar um proctologista e realizar os primeiros exames da próstata e mulheres, à partir dos 35 anos devem realizar a mamografia anualmente, sendo acompanhada também de uma ultrassonografia das mamas, para a precisão de um diganóstico completo e exato.

Os cuidados com a exposição ao sol sem um protetor eficiente também devem ser esclarecidos por profissionais da área médica sempre que um paciente chegue a um pronto socorro com queimaduras do sol ou em consultórios por problemas de pele.

Acho de extrema importância que se fale à respeito da não utilização da auto-medicação. Dessa forma começaremos a cuidar da saúde do povo brasileiro e mudar a cultura do “cházinho de ervas da vovó” que é sim, muito eficiente, mas é só um paliativo.

Considero o dia 27 de novembro muito mais importante que apenas uma data no calendário, mas um dia pra se levar esclarecimentos à população, informação e unir esforços para o início da erradicação definitiva da doença.

Flávia Fernandes

Oncologistas recomendam aos pacientes com câncer evitar o sedentarismo

O tratamento de pacientes portadores de tumores malignos abrange uma gama muito grande de modalidades: cirurgia, radioterapia (tratamento com radiação para destruir o tumor), quimioterapia convencional (tratamento com medicamentos para controlar os tumores e matar as células malignas), imunoterapia (tratamento que induz uma reação do sistema de defesa do organismo contra as células tumorais) ou uma associação dessas terapias. Muitos pacientes obtêm resultados positivos. Entre 50% e 60% vivem mais de três ou cinco anos após o término dos tratamentos, sem evidência de doença maligna detectável.

Os médicos oncologistas, especialistas no tratamento dos tumores, se esforçam para oferecer o tratamento mais adequado para cada paciente. Mas o que os pacientes poderiam fazer para melhorar suas chances de cura e controle da doença? Para responder a esta pergunta, um grupo de pesquisadores e especialistas, liderados pela professora Kathryn Schmitz, da Universidade da Pensilvânia, se reuniu a fim de encontrar evidências científicas que sugerissem ações eficientes. Após alguns anos de estudos e discussões, os especialistas publicaram recentemente, na revista médicaMedicine and Science in Sports and Exercise, as suas indicações.

Em resumo, a recomendação é para que os pacientes com câncer evitem o sedentarismo, mesmo durante o tratamento da doença. Se o oncologista não se opuser, os pacientes devem manter suas atividades físicas. Os estudos avaliados nesta pesquisa mostram que a atividade esportiva oferece vantagens tão claras para os pacientes com câncer quanto para aqueles que se curaram e receberam de seus médicos a recomendação do exercício físico como absoluta.

Por outro lado, ficou claro nesta publicação que pouco se sabe sobre os mecanismos exatos responsáveis pelos benefícios do exercício físico. Os esportistas com câncer têm melhor qualidade de vida, respondem mais frequentemente aos tratamentos e apresentam menor incidência de recidiva tumoral ou de aparecimento de novos cânceres. Apesar disso, exercício regular deve ser mantido ou iniciado por portadores de tumores malignos.

Fonte: Revista Carta Capital, sessão Sociedade

Estão abertas as inscrições para Corrida e Caminhada contra o Câncer de Mama em SP

Foram abertas hoje (08/07/2010) as inscrições para a etapa de São Paulo, da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama que será realizada no dia 15 de agosto.

Largada e chegada serão em frente à Assembléia Legislativa, próximo ao Parque do Ibirapuera.

O valor  é de R$ 40,00 e tanto é para a Corrida quanto para a Caminhada e serão revertidos em benefícios para o IBCC, principalmente na parte de pesquisas e melhorias no próprio hospital.

As inscrições devem ser feitas no site: www.yescom.com.br

Vacina H1N1 contém células de câncer de animal que pode provocar câncer?

Mito

Não há esse tipo de células na vacina. Usou-se células animais em vacinas que estão saindo do mercado, como a antirrábica, mas sem nenhuma relação com câncer.

Alimentos que Previnem o Câncer

Alguns alimentos previnem o aparecimento do câncer. Segundo especialistas eles podem manter a doença bem longe de seu corpo. Por isso é importante algumas mudanças nos hábitos alimentares.

Confira abaixo a lista dos alimentos que previnem o câncer:

Azeite de oliva:

Estudos da Universidade de Northwestern (EUA) apontam: uma das propriedades do óleo é capaz de danificar o gene cancerígeno responsável por 25% a 30% de todos os cânceres de mama.

Consumo diário: 1 colher (sopa).

Vinho:

Segundo Débora La Regina, nutricionista do Centro Paulista de Oncologia, o resveratrol – uma molécula contida na bebida – inibe etapas necessárias ao desenvovimento da doença.

Consumo diário: 1 taça.

Alho:

Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer estabelece uma relação entre o consumo de alho e a diminuição do risco de câncer de estômago, esôfago, pâncreas e mama.

Consumo diário: 1 colher (café) de alho moído.

Frutas cítricas:

Possuem polifenóis e terpenos, componentes que reduzem a capacidade de reprodução da célula cancerosa. Exemplos: lima-da pérsia, limão, laranja.

Consumo diário: 1 copo do suco da fruta.

Chá-verde:

O centro japonês de pesquisa Saitama Cancer  Center Institute revela: além do câncer, o chá também previne doenças cardiovasculares.

Consumo diário: 1 xícara (chá).

Soja:

O grão é rico em isoflavona, composto inibidor da ação de enzimas ligadas ao desenvolvimento da doença.

Consumo diário: uma porção de 30 g.

Tomate:

A fruta contém licopeno e carotenóide, substâncias que podem reduzir o risco de câncer de próstata. “Além de antioxidante e laxante, é capaz de ajudar o organismo a combater infecções”, afirma a nutricionista Bianca Innocencio.

Consumo diário: 2 unidades.

Cebola:

Atua no bloqueio das nitrosinas, substâncias tóxicas que causam câncer.

Consumo diário: 1 colher (chá) de cebola moída.

Verduras crucíferas:

Acredita-se que o glicosinolato, componente presente nas couves, brócolis e rabanetes, seja responsável pela redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama.

Consumo diário: uma porção de 60 g.

Cúrcuma:

Estudos com ratos mostram que a planta (também conhecida como açafrão-daterra) pode inibir a proliferação de células cancerígenas.

Consumo diário: 1 colher (chá).

Cacau:

“Contém polifenóis, componentes com ação antioxidante ecapazes de proteger as células do organismo”, afirma Roseli Ueno Ninomiya, nutricionista da USP.

Consumo diário: 40 g de chocolate meio amargo.

Frutas vermelhas:

Um artigo do jornal americano Journal of Agricultural and Food Chemistry mostra que as propriedades anticancerígenas de frutas como morango e framboesa neutralizam, reduzem e reparam as consequências da ação oxidativa do estresse e de inflamações.

Consumo diário: 1 xícara (chá).

DEIXE CRU
Coma verduras cruas ou cozidas no vapor. O calor excessivo faz com que elas percam propriedades importantes

Fonte: www.mdemulher.abril.com.br

Encerrando Ciclos, por Flávia Fernandes

Há exatamente seis anos, em um 7 de abril de 2004, por incrível que pareça, também em uma quarta-feira e por volta deste mesmo horário (19h00) eu estava sentada no colo do meu namorado, no sofá de uma antiga sala, aos prantos, completamente sem chão, com um futuro totalmente incerto até para o dia seguinte e em minhas mãos o resultado de um exame em que acusava que eu estava com câncer.

Passei horas tentando assimilar o que estava de fato acontecendo e nesse horário, quando finalmente “caiu a ficha”, caiu também o meu mundo. Aquele era um cenário de tristeza, de medo e de incertezas.

Aos 31 anos, com um futuro imenso pela frente, me via diante de uma luta com um inimigo oculto em que o meu maior desafio era, sem dúvida, o tempo.

Enquanto chorava em seu colo, ele tentava me dizer palavras de coragem, de carinho e de fortalecimento, mas eu estava tão perdida e desorientada que pouco consegui ouvir, no entanto, em um determinado momento ele me disse algo que me chamaria a atenção e que, mais pra frente seriam primordiais pra batalha que estava apenas começando. Ele disse que, embora pequenina, dentro de mim havia uma grande mulher, corajosa, destemida, guerreira e que, certamente passaria como um trator por cima desse ‘cancerzinho’ e que nada, nem ninguém seria maior que eu daquele momento em diante. Ele conhecia minha garra e conhecia também a pessoa que estava ali no colo dele e sabia que eu não entregaria os pontos jamais. Disse também que, com a cirurgia eu tiraria do meu peito, não apenas um tumor, mas também todas as coisas ruins que havia dentro dele, como mágoa, revolta, rancor, tristeza e tantos outros sentimentos negativos que teimavam em aparecer vez ou outra.

Foram 12 horas de choro, de angústia, de medo e de incertezas. Esgotada e cheia de medos, adormeci querendo que aquilo tudo não passasse de um pesadelo ou até mesmo de uma piada de extremo mau gosto. Infelizmente, quando o dia amanheceu, nada tinha mudado, a não ser o fato de que eu estava disposta a encarar como um leão todo e qualquer problema que viesse e, absolutamente nada me venceria enquanto eu estivesse na luta.

Uma semana depois fui até o centro onde freqüento e pedi auxílio aos meus queridos irmãos de luz. Naquele momento, o que eu mais necessitava era de equilíbrio. Muito mais do que isso, recebi o amparo que seria fundamental no período de luta que começava a minha vida. Ouvi que eu era muito mais forte do que realmente imaginava, que minha fé me mostraria que não há limites para vencer os obstáculos que pulam na nossa frente no decorrer da vida e que eu era como um bambu plantado em solo bom: enverga, mas não quebra jamais!

Primeiro veio a cirurgia pra retirada do tumor. Eu tinha pressa, queria me livrar daquilo logo e corri o quanto pude pra que tudo acontecesse em 4 semanas e, em 10 de maio meu dia se iniciaria dando entrada no hospital para a realização da cirurgia e o fim daquele pesadelo que estava vivendo dentro de mim e consumindo minhas energias de forma tão cruel, tão assustadora e tão absoluta.

Completamente leiga do assunto, desinformada e não querendo me precipitar em nada, achava que tudo havia acabado por alí e que a vida seguiria normalmente e seria essa, uma página virada na minha vida. O que eu não sabia é que só teria passado a primeira parte do problema, que muita luta ainda estaria por vir e então, a notícia tão bombástica quanto a primeira: era preciso fazer a tal quimioterapia.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com a notícia, pois meus planos eram outros, mas como tudo aquilo era pro meu bem, levantei a cabeça e enfrentei o que veio, sempre com muita fé, muito otimismo e com um sorriso no rosto pra mostrar que eu estava, de fato, muito bem.

O tratamento começou e com ele, todos os efeitos colaterais. Enjôo, perda de apetite, emagrecimento e a perda dos cabelos. Pode parecer estranho, mas a cada nova etapa, eu me lembrava das palavras do meu namorado, dizendo que tudo o que fosse de ruim seria jogado pra fora e me lembrava também que, embora tudo isso acontecendo, eu realmente estava forte como um bambu plantado em solo bom. Não caí e nem me permiti que isso acontecesse!

Não fosse pela pele quase cinza, pela ausência dos cabelos e pelo fato de estar magérrima, ninguém dizia que eu estava em pleno tratamento quimioterápico. Não sentia dó de mim, não perdi minha auto-estima e jamais permiti que as pessoas me vissem como alguém doente. Queria mostrar que era possível vencer e que qualquer pessoa que passe por isso pode também, vencer com tanta fé e com tanta determinação.

O tempo passou, o tratamento acabou e tudo voltou ao normal, como deveria ser, mas só uma coisa não voltou: a antiga Flávia! Aquela que adoeceu ficou lá no passado e uma nova e muito mais determinada mulher nasceu, cheia de coragem e de amor pela vida.

Me formei na faculdade, fui promovida no trabalho e comecei a trabalhar na casa espírita. Muitos projetos, muitos sonhos e um mundo totalmente novo pra ser desbravado por essa nova mulher que havia nascido. Iniciei alguns projetos sociais e hoje faço parte desse mundo acreditando que a solidariedade, o amor ao próximo, o desprendimento e a mão estendida aos mais necessitados são, de fato, alimento pra nossa alma.

Nesses 6 anos, alguns sustos nos exames de acompanhamento, pra mostrar que pra mim, a vida é completamente cheia de emoções. Foram muitos exames, muitas noites em claro, muita expectativa e, graças a Deus, muitas alegrias.

Hoje, a minha maior e mais esperada alegria aconteceu e eu não poderia deixar de compartilhar com todos os meus amigos queridos e meus familiares que estiveram comigo nessa luta tão grande. Fui ao consultório do meu médico e, após a análise de todos os exames, de uma análise clínica e até psicológica, saí de lá em êxtase com a notícia que há muito eu esperava: estou de alta!

Eu já sorri, já chorei, já cantei, já falei com dezenas de pessoas ao telefone, falei sozinha, dancei no meio da rua, rezei, agradeci a Deus, berrei de felicidade. Acredito que extravasei o grito que estava contido há dias, quando um diagnóstico suspeito nos deixou de alerta, mas que hoje tivemos a confirmação de que não passou de um susto.

Hoje um ciclo se encerra na minha vida e outros começam a se abrir pra que eu possa seguir adiante, com minhas metas e meus planos pra serem colocados em prática, sem o medo, mas com a certeza de que meu caminho está traçado em minha vida, por mim e por Deus, que me auxilia nos momentos mais difíceis.

Não imaginava que essa alegria contagiante, que transborda de dentro do peito aconteceria num dia como o de hoje, mas acho que foi uma forma de Deus me recompensar pelas horas tormentosas de 6 anos atrás, quando o futuro me parecia totalmente incerto. Há agora uma imensidão de vida na minha vida e eu estou pronta pra viver, pra ser feliz e pra cultivar outras novas sementes na minha vida e, tanto quanto tive urgência em vencer o câncer, tenho hoje urgência de viver minha vida com felicidade plena e absoluta e quero, sem dúvida nenhuma, meus amigos, minha família e meus amores por perto, cuidando sempre de todos e do lado espiritual, tão importante até hoje.

Só pretendo levar um pouco da minha história adiante, seja pessoalmente, seja por este site, seja pelo meu blog, seja pela minha comunidade no Orkut. Não importa como, mas quero mostrar pra todos que é possível vencer, basta pra isso lutar e ter muito mais pressa que o câncer.

Vida, seja bem-vinda!

Quero deixar aqui os agradecimentos que não podem faltar em hora nenhuma: a Deus, à minha mãe, meu pai, meus irmãos e agregados, ao meu querido e amado ‘tio onco’, dr. Gelson, dr. Hézio que me acompanhou o tempo todo, à dra. Carmen que, como um anjo, salvou a minha vida, aos meus amigos de longe e de perto, os reais, os virtuais, os virtu-reais e os espirituais. Não vou citar nomes pra não ser injusta com ninguém, mas que sabem que esse agradecimento é pra cada um e em especial. Sintam-se beijados, abraçados e acariciados por mim, que de tão feliz, não estou me cabendo dentro!

Próstata: novas normas sobre o teste de PSA

O câncer de próstata é o tipo mais prevalente em homens com mais de 50 anos.

No passado, o diagnóstico costumava ser feito quando o tumor invadia órgãos vizinhos ou formava metástases ósseas. A introdução do PSA e do toque retal, rotineiro nos anos 1990, permitiu identificar lesões em fases precoces e diminuir a probabilidade de morrer por complicações da doença.

O tratamento desses tumores iniciais por cirurgia ou radioterapia está, porém, associado a complicações intestinais, urinárias e da função sexual, que podem comprometer a qualidade de vida.

Enquanto alguns tumores apresentam comportamento agressivo, outros são tão indolentes que dificilmente chegarão a provocar complicações nos pacientes mais idosos, mesmo que não sejam tratados. Nesses casos, o simples acompanhamento clínico e laboratorial pode ser a opção mais adequada.

Depois de rever os estudos publicados de 1950 a junho de 2009, a American Cancer Society acaba de publicar um novo consenso sobre as indicações para a realização dos exames preventivos: PSA e toque retal.

Atualizados pela primeira vez desde 2001, os principais pontos das novas normas são os seguintes:

1. Os exames preventivos devem ser oferecidos a todos os homens com mais de 50 anos que tenham uma expectativa de viver pelo menos mais dez anos. Caso contrário, o benefício de um possível tratamento não compensará as complicações associadas a ele.

2. A idade para iniciar os exames depende do risco de apresentar a doença:

• Aos 50 anos, nos homens de risco igual ao da média.

• Aos 45 anos, naqueles que correm risco mais alto: descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau que receberam o diagnóstico de câncer de próstata antes dos 65 anos.

• Aos 40 anos, nos casos de risco muito alto: diversos familiares com câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos.

3. Nos casos em que os níveis de PSA estão abaixo de 2,5 ng/mL, o exame pode ser repetido apenas a cada dois anos (ao contrário da repetição anual recomendada anteriormente).

4. Quando os níveis estiverem acima desse valor, o exame deve ser anual.

5. Quando o PSA está entre 2,5 e 4,0 ng/mL, a conduta deve ser individualizada:

• Indicar biópsia quando houver risco mais alto: ascendência negra, história familiar de câncer de próstata, idade mais avançada e toque retal alterado.

(Dr. Dráuzio Varella, Revista Carta Capital, sessão Sociedade)

Vencendo o câncer com amor e boa alimentação, por Andréa Pereira

Meu nome é Andréa. Não sou nutricionista, nem sou paciente com diagnóstico de C.A. Na verdade, meu pai luta contra um câncer de próstata há três anos e em Janeiro/2010 recebemos a notícia de metástase óssea.

Há três anos, meu pai freqüenta uma nutricionista MARAVILHOSA que é ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO CLÍNICA e NUTRIÇÃO FUNCIONAL.

Meu pai que tem 78 anos de idade, começou a fazer quimioterapia em Janeiro deste ano. Antes controlava com medicação oral. Estava muito apreensiva e agora estamos muito tranqüilos. Ele já está no quarto ciclo e está ÓTIMO! O PSA está caindo a cada mês (Chegou a 487,30 e hoje 16/03 está em 155,90). As plaquetas, por conta do tratamento nutricional, estão aumentando a cada mês e quem faz quimio sabe que essa é a parte mais complicada! PLAQUETAS 171 mil/mm3 x 114mil/mm3 de Janeiro… Meu pai além de ser um homem com MUITA FÉ! Está sendo muito bem cuidado pela DRA. LÚCIA MOURA CARDOSO. NÃO TENHO DÚVIDAS que ele só está da maneira que está, por conta desses dois aspectos: SUA FÉ e o TRATAMENTO NUTRICIONAL.

Precisava dividir isso com vocês, sou filha única e meu pai é o bem mais precioso que eu tenho. A quimioterapia pra nós, está sendo tirada de letra! Meu pai não teve NENHUM tipo de efeito colateral, tirando uma cólica (sem diarréia) na primeira semana de quimio. Seu cabelo NÃO caiu!!! Ele é a maior prova de que DEUS está no controle! Inclusive no meu ponto de vista essa médica está sendo um instrumento nas mãos de Deus para nos ajudar…

Espero que essa informação seja útil para alguém pois quem está doente ou tem um familiar doente, tem pressa! Além da necessidade de receber esperança, força, boas notícias e otimismo!

O telefone do consultório da Dra. Lúcia é o (21)2288-9761 (Tijuca / RJ). Ela não sabe que estou postando isso. É um relato pessoal mesmo! Espero que ela não fique chateada porque eu precisava dividir, estaria sendo egoísta caso não fizesse…

Meu nome é Andréa e o nome do meu pai é Geraldo.

Um grande beijo no coração de cada um e MUITA FORÇA pra vocês! “