Projeto propõe obrigatoriedade da cirurgia reparadora de mama no SUS

Os hospitais públicos vão ser obrigados fazer não só a retirada do tumor e da mama, mas imediatamente a cirurgia reparadora. Especialistas aprovam.

 

Hoje, menos de 10% das mulheres que tiveram câncer de mama conseguem fazer a cirurgia reparadora da mama, mas um projeto aprovado no Senado promete resolver esse problema. Os hospitais públicos vão ser obrigados fazer não só a retirada do tumor e da mama, mas imediatamente a cirurgia reparadora.

A realização dos dois procedimentos na mesma cirurgia é considerada ideal pelos médicos, porque traz uma série benefícios para as paciente. Agora, os hospitais públicos terão que melhorar a estrutura para atender as mulheres. Hoje, a espera na fila do SUS pode durar anos.

Um grupo, um mesmo drama. Todas tiveram câncer, a mama retirada, e estão há anos esperando pela cirurgia plástica. A dona de casa Maria do Carmo Diniz, desde 2008. “Minha vontade era de fazer a plástica e ficar bonita. Eu não sinto que sou eu, a autoeestima fica lá embaixo”.

Aparecida Alves está na fila há 2 anos.”Os seios são uma parte muito importante para a mulher: a nossa feminidade”, diz.

De 2008 até 2012, segundo dados do SUS, 68 mil mulheres tiveram a mama retirada por conta do câncer. Nesse mesmo período, menos de 10% conseguiram fazer a cirurgia reparadora. O Governo Federal não sabe dizer quantas mulheres no total aguardam na fila.

“Nós estamos fazendo um diagnóstico detalhado do Brasil com um novo sistema de informação em câncer implantado em todo o país até maio, com isso teremos detalhadamente onde precisamos ampliar serviços junto aos estados e municípios”, afirma o secretário de atenção à saúde do ministério, Helvécio Magalhães.

A lei aprovada pelo Congresso determina que o SUS faça a cirurgia reparadora imediatamente após a retirada da mama. Nos casos específicos, quando há contraindicação médica, o procedimento deve ser feito assim que o paciente estiver em condições.

“É melhor que seja feita imediatamente porque minimiza muito o impacto psicológico causado na mulher quando da retirada da mama”, destaca o médico oncologista João Nunes.

Mariângela é prova disso: “A auto estima da mulher é outra”, diz.

 

Ipsis litteris do post original no site  do G1

Projeto propõe obrigatoriedade da cirurgia reparadora de mama no SUS

Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Pacientes recebem o material genético por meio do transplante de medula. Achar um doador compatível é raro, mas aumento das doações já permitiu 140 procedimentos desde 2004.

Todo mês, o sangue do cordão umbilical, coletado instantes após o nascimento da criança, salva a vida de um doente de câncer no Brasil.

Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que armazena 12 mil cordões umbilicais em 12 bancos públicos nacionais. Desde 2004, ano da criação da rede nacional de bancos públicos de cordão umbilical (Brasilcord), até setembro de 2012, já foram realizados 140 transplantes por meio destes materiais – média de 1,4 cirurgia por mês.

Os pais dos recém-nascidos que decidem pela doação desconhecem a identidade dos pacientes que serão contemplados com o material genético, rico em células-tronco.

Após ser armazenado em bancos especializados e públicos, o cordão é utilizado no transplante de medula óssea, tratamento indicado para alguns casos de leucemia e linfoma, além de outras doenças sanguíneas graves, como a  anemia congênita.

“Nos próximos cinco anos, teremos 17 bancos de cordão umbilical públicos e a estimativa é conseguirmos 75 mil materiais genéticos armazenados”, afirma o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO) do Inca, Luis Fernando Bouzas.

Os brasileiros são muito miscigenados e para fazer o transplante é preciso compatibilidade genética. Por isso, defendem os especialistas, a importância de ampliar o armazenamento.

“Com a criação de bancos no Amazonas, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul, será mais fácil conseguir doadores compatíveis e salvar a vida de mais pessoas que hoje estão na fila de espera por uma medula”, completa Bouzas.

Atualmente, a maior parte dos pacientes beneficiados pelas células do cordão é criança.

“Por serem mais pesados e maiores, os pacientes que pesam mais de 50 quilos exigem mais células-tronco, insuficientes em apenas um cordão compatível retirado de um recém-nascido. Com mais material disponível será possível beneficiar também os adultos doentes. Neles, poderemos usar dois cordões na cirurgia caso estejam disponíveis.”

 

Bancos privados e poucos transplantes

Os cordões umbilicais usados nos 140 transplantes foram coletados nas 24 maternidades credenciadas pelo Inca (públicas ou filantrópicas) e sem nenhum vínculo de parentesco entre doador e receptor.

 

Não são todas as gestantes que podem doar para o Brasilcord. O parto precisa ser realizado em um dos hospitais do grupo, a mulher precisa ter mais do que 18 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas e ter mais do que 35 semanas de gravidez e ser saudável.

Além dos bancos públicos existem muitos bancos privados de cordão que oferecem o armazenamento do material genético. Nesta rede privada, a escolha da maternidade é livre e os custos do armazenamento variam entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, além de mensalidades anuais de cerca de R$ 500.

Na rede particular, entretanto, o sangue armazenado só pode ser usado no transplante de medula feito no próprio paciente (cirurgia chamada de autóloga) ou podem ser doados para parentes que adoeçam de linfoma ou leucemia com indicação de cirurgia.

Segundo relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nestas instituições pagas estão armazenadas 62.050 bolsas de sangue de cordão umbilical, 517% a mais do que o existente na rede pública. Ainda assim, os bancos públicos fizeram 17 vezes mais transplantes.

Até agora, “apenas oito utilizações terapêuticas no período foram feitas (pelos bancos privados)”, informou a Anvisa, sendo três transplantes autólogos e cinco entre familiares.

 

Apostas

O Ministério da Saúde é contra o funcionamento dos bancos privados de cordão umbilical por conta da pouca utilização do material em transplantes “principalmente pela falta de utilidade pública e pela forma enganosa como tem sido feita a propaganda dos bancos privados”, escreve o Inca em seu site.

Já o médico Adelson Alves, fundador da CordCell – rede de bancos privados de cordão – rebate que atualmente existem 2 mil protocolos de pesquisas clínicas no mundo para o uso das célula-tronco do cordão umbilical no tratamento das mais variadas doenças.

“É uma revolução na medicina. No Brasil são três linhas de pesquisas executadas só com o nosso grupo de bancos credenciados, voltadas para o tratamento de esclerose lateral, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e epilepsia”, afirma.

Por ora, o material genético do cordão umbilical só pode ser usado de forma terapêutica para os transplantes de medula, mas Alves ressalta que o armazenamento pode ser uma aposta para o futuro.

“Seja em banco público ou privado. O que eu defendo é que as pessoas façam as doações, cada vez mais”, diz Alves.

 

Ipsis litteris do post original no site do IG

Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Lei fixa prazo de 60 dias para início do tratamento de câncer no SUS

Pacientes com neoplasia maligna (tumor maligno) deverão iniciar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo máximo de 60 dias, contados a partir do diagnóstico. É o que prevê a Lei 12.732, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

O projeto foi aprovado em outubro deste ano pelo Senado e tem o apoio do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para o diretor-geral do órgão, Luiz Antônio Santini, a iniciativa vai melhorar a eficácia da prestação de serviços no tratamento da doença.

De acordo com a publicação, o prazo de 60 dias será considerado cumprido quando o tratamento for efetivamente iniciado, seja por meio de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos mais graves, o prazo poderá ser inferior ao estabelecido.

Pacientes acometidos por manifestações dolorosas consequentes de tumores malignos terão tratamento privilegiado no que diz respeito ao acesso a prescrições e a analgésicos opiáceos e correlatos. O texto prevê ainda que a padronização de terapias contra o câncer, cirúrgicas e clínicas, deverá ser revista, republicada e atualizada sempre que se fizer necessário, para que se adeque ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos.

Estados brasileiros que apresentarem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para a instalação desse tipo de unidade. O descumprimento acarretará penalidades administrativas a gestores direta e indiretamente responsáveis. A lei entra em vigor 180 dias após sua publicação.

 

Ipsis litteris do post original no site Terra

Lei fixa prazo de 60 dias para início do tratamento de câncer no SUS

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão

Especialistas de vários países participam nesta terça (22/11) do 4º seminário Internacional sobre a vacina CIMAvax-EGF, a primeira do mundo destinada ao tratamento de câncer de pulmão. Desenvolvida em Cuba, ela está sendo utilizada desde janeiro com a finalidade de inibir o crescimento do tumor em pacientes com esse diagnóstico de câncer. O evento debaterá os resultados clínicos já alcançados.

Organizado pelo Centro de Imunologia Molecular (CIM) e pela fabricante de biofármacos Cimab, o encontro avaliará a performance da vacina em pacientes cubanos e de outros países que tiveram acesso ao medicamento.

CIMAvax-EGF é a primeira vacina no mundo a atuar contra o câncer de pulmão e já foi patenteada em Cuba, Canadá, Estados Unidos, Japão e Sul da África, entre outros países, declarou Norkis Arteaga, gerente general de Cimab, à Prensa Latina.

Na nação cubana a vacina alcançou resultados acima da expectativa. Sem causar efeitos colaterais graves, fortaleceu o sistema imunológico e aumentou a sobrevida dos pacientes tratados, que obtiveram melhora também na qualidade de vida.

Atualmente, o produto se encontra em um projeto piloto que visa expandir a distribuição da vacina para todo o sistema público de saúde. Esta será uma experiência que será apresentada durante o seminário.

A reunião, contou com a presença internacional de especialistas do Peru, Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Sérvia, Coréia e Alemanha.

Com informações da Prensa Latina e agências

Ipsis litteris do post original no site Correio do Brasil

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão

Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão

Produto é capaz de inibir o crescimento do tumor

Cuba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão avançado no mundo. De acordo com jornal oficial Trabajadores, que fez o anúncio nesta segunda-feira (10), mais de mil pacientes já estão em tratamento com a vacina nomeada CimaVax EGF.

A responsável pelo projeto, Gisela González, do Centro de Imunologia Molecular (CIM) de Havana, explicou que a vacina oferece a possibilidade de transformar o câncer avançado em uma “doença crônica controlável”.

Gisela explica que a CimaVax EGF é o resultado de mais de 15 anos de pesquisa direcionada ao tumor e não provoca efeitos adversos severos.

– A vacina é baseada em uma proteína que todos temos e que está relacionada com os processos de proliferação celular. Quando há câncer, [essa proteína] está descontrolada.

Gisela explicou que, como o organismo tolera “aquilo que é seu” e reage contra “o estranho”, foi preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

A vacina é aplicada no momento em que o paciente conclui a terapia com radioterapia e quimioterapia. Ela ajuda a controlar o crescimento do tumor sem causar toxicidade, explica a pesquisadora.

Além disso, a vacina pode ser utilizada como um tratamento “crônico que aumenta as expectativas e a qualidade de vida do paciente”. A pesquisadora declarou que, após alcançar seu registro em Cuba, atualmente o CimaVax EGF “progride” em outros países. Os médicos agora esperam poder utilizar a vacina para tratar outros tumores, como os de próstata, útero e mamas.

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Cuba anuncia primeira vacina contra câncer de pulmão

Só 10% dos casos de câncer de mama são hereditários

Fatores como consumo de álcool e menopausa tardia aumentam risco da doença

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), foram 11.735 óbitos em 2008. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, tais como ingestão regular de álcool, exposição a radiações ionizantes antes dos 35 anos, obesidade, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, primeira gravidez após os 30 anos ou nuliparidade (não ter filhos), além de curto tempo de amamentação.

A história familiar também é um importante fator de risco, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) tiveram a doença antes dos 50 anos. Mas, apesar disso, o câncer de mama de caráter hereditário corresponde apenas a 10% dos casos.

Afonso Nazario, do Departamento de Ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que todas as mulheres precisam fazer o rastreamento da doença após os 40 anos.

– Muitas mulheres sentem-se seguras porque não têm casos na família. Mas a maioria adquire a mutação ao longo da vida.

Quando o tumor é diagnosticado e tratado ainda no início – ou seja, quando o nódulo na mama é menor que 1 cm – as chances de cura se aproximam de 95%. Nódulos desse tamanho, contudo, são pequenos demais para serem detectados por meio da apalpação, mas são visíveis na mamografia. É por isso que muitos especialistas têm recomendado a realização do exame em mulheres mais jovens.

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Só 10% dos casos de câncer de mama são hereditários

Governo lança plano para reduzir mortes por câncer de colo do útero

Investimento de R$ 115 mi é anunciado na véspera do Dia de Combate ao Câncer; Norte é foco

SÃO PAULO – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nessa sexta-feira, 26 – para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer, lembrado no sábado, 27 -, um plano de ação para redução da incidência e da mortalidade por câncer do colo do útero, com um investimento de R$ 115 milhões para prevenção e controle da doença.

O foco das ações será a Região Norte, onde são confirmados mais casos. O principal objetivo é colocar em prática iniciativas em várias áreas, que, somadas, serão capazes de melhorar o diagnóstico e o tratamento da lesão precursora, evitando o surgimento do câncer de colo do útero. Dessa forma, o avanço registrado em prevenção poderá se converter em redução da mortalidade.

O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais freqüente na população feminina, atrás apenas do de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por tumor no Brasil. Por ano, é responsável por 4.800 óbitos e apresenta 18.430 novos casos.

A boa notícia é que o País tem avançado na capacidade de realizar o diagnóstico precoce: na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram de doença invasiva, ou seja, o estágio mais agressivo do câncer. Uma nova pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que, atualmente, 44% das ocorrências são de lesão precursora do tumor, uma lesão localizada chamada “in situ”. As pacientes diagnosticadas precocemente, se tratadas de forma adequada, têm praticamente 100% de chance de cura.

Os dados sobre o câncer do colo do útero no Brasil fazem parte do quarto volume da publicação “Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional”. O livro revela a incidência dos tumores mais comuns no País, entre 2000 e 2005, coletados em 17 cidades, sendo 16 capitais. A última edição da pesquisa foi em 2003, com dados de 1995 a 2000. Os números provenientes dos municípios que efetivamente monitoram novos casos da doença são uma espécie de bússola que norteia a estimativa da ocorrência do câncer no território nacional.

Diferenças regionais

O que motivou o Ministério da Saúde e o Inca a elaborar um plano de ação para prevenir e controlar o câncer do colo do útero, com foco nos Estados da Amazônia, é a disparidade regional em relação aos casos da doença. No Norte, o tumor do colo do útero é o mais frequente e também a primeira causa de morte por câncer da população feminina local.

De acordo com informações dos Registros de Câncer de Base Populacional, em Manaus e Palmas, no extremo norte do País, a taxa de novos casos da doença para cada cem mil mulheres é de 50,59 e 49,38, respectivamente. Já em Porto Alegre, extremo sul, é de 20,05 para cada cem mil mulheres, e em São Paulo, no Sudeste, de 16,47.

Apesar de a incidência de câncer do colo do útero ainda ser alta na Região Norte, a detecção precoce avançou bastante. Em Manaus, a pesquisa lançada em 2003 revelava que a taxa de incidência era de 63,71, e em Palmas, 52,16%. “O avanço na detecção precoce é resultado do programa nacional, mas, sem dúvida, precisamos ir além no Norte, por isso elaboramos o plano de ação, com foco nessa região”, afirma o coordenador de Ações Estratégicas do Inca, Cláudio Noronha.

“Enquanto os registros de base populacional nos dão a magnitude do problema do câncer do colo do útero, as propostas do plano apontam para iniciativas capazes de reduzir a incidência e mortalidade pela doença no Brasil”, acrescenta. Noronha explica ainda que o câncer chamado “in situ”, também conhecido como “lesão precursora”, é tão superficial que não chega a invadir a membrana do colo do útero (epitélio). Por isso, se for tratado adequadamente, é eliminado, impedindo a progressão da doença.

Detecção precoce e prevenção

O câncer do colo do útero é passível de prevenção, pois apresenta lesões precursoras que podem ser detectadas por meio de exame ginecológico ou Papanicolaou, e então tratadas. O exame consiste na coleta de material do colo do útero, que possibilita o diagnóstico.

No Brasil, o rastreamento populacional para prevenção ao câncer do colo do útero é recomendado, prioritariamente, para mulheres de 25 a 59 anos, por meio da realização do Papanicolaou. A periodicidade ideal para esse exame específico é a cada três anos, após dois exames ginecológicos normais e consecutivos, feitos no intervalo de um ano.

A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), do IBGE, destaca que o percentual de mulheres na faixa etária alvo submetidas pelo menos uma vez na vida ao Papanicolaou aumentou de 82,6% em 2003 para 87,1% em 2008.

O Ministério da Saúde destaca, no entanto, que a meta a ser atingida é que 80% das mulheres brasileiras dessa faixa etária façam um preventivo ou Papanicolaou a cada três anos.

A maior incidência do câncer do colo do útero, no entanto, se dá em mulheres entre 45 e 49 anos e, por ser um tipo que evolui lentamente, a detecção precoce e o tratamento de lesões precursoras têm potencial de cura e redução da mortalidade em até 80%.

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Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital

por Karina Lignelli, do O Globo em 27/11/2010

SÃO PAULO – A cirurgia a qual o vice-presidente José Alencar se submeteu neste sábado, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, foi bem-sucedida, segundo boletim médico divulgado nesta tarde. Alencar teve uma obstrução no intestino e uma hemorragia decorrente desse quadro. De acordo com a equipe médica, foram retirados tumores do principal segmento do intestino delgado que estava comprometido. A cirurgia durou aproximadamente 5 horas e foi conduzida pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes.

José de Alencar encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do hospital, para recuperação pós-cirúrgica. Um novo boletim médico com mais esclarecimentos deve ser divulgado neste domingo.

Este foi o 16º procedimento a qual ele se submete desde que descobriu um câncer na região abdominal, há 12 anos.

Alencar teve alta na semana passada de outro procedimento, mas teve de ser internado novamente para a realização da cirurgia.

Na última quinta-feira, Alencar fez vários telefonemas e chegou a despachar, por telefone, com seu gabinete, em Brasília. Em boletim médico oficial divulgado na quarta-feira, o hospital Sírio-Libanês informou que Alencar, de 79 anos, foi internado na terça-feira e “estava recebendo tratamento clínico” e seu quadro geral era “estável”.

Na quinta-feira da semana passada, Alencar teve alta depois de permanecer internado por 24 dias para tratar do mesmo quadro de obstrução intestinal. Assim que deixou o hospital sofreu um infarto agudo do miocárdio. Ele passou mal por volta das 18h. Os médicos detectaram o infarto e rapidamente fizeram um cateterismo. Depois do procedimento médico o vice-presidente se recuperou na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica.

As equipes médicas que acompanham o vice-presidente são coordenadas pelos médicos Raul Cutait, Paulo Hoff, Roberto Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão. Hoje, o Sírio-Libanês não divulgou nenhuma informação oficial sobre o estado de saúde de Alencar.

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Próstata: novas normas sobre o teste de PSA

O câncer de próstata é o tipo mais prevalente em homens com mais de 50 anos.

No passado, o diagnóstico costumava ser feito quando o tumor invadia órgãos vizinhos ou formava metástases ósseas. A introdução do PSA e do toque retal, rotineiro nos anos 1990, permitiu identificar lesões em fases precoces e diminuir a probabilidade de morrer por complicações da doença.

O tratamento desses tumores iniciais por cirurgia ou radioterapia está, porém, associado a complicações intestinais, urinárias e da função sexual, que podem comprometer a qualidade de vida.

Enquanto alguns tumores apresentam comportamento agressivo, outros são tão indolentes que dificilmente chegarão a provocar complicações nos pacientes mais idosos, mesmo que não sejam tratados. Nesses casos, o simples acompanhamento clínico e laboratorial pode ser a opção mais adequada.

Depois de rever os estudos publicados de 1950 a junho de 2009, a American Cancer Society acaba de publicar um novo consenso sobre as indicações para a realização dos exames preventivos: PSA e toque retal.

Atualizados pela primeira vez desde 2001, os principais pontos das novas normas são os seguintes:

1. Os exames preventivos devem ser oferecidos a todos os homens com mais de 50 anos que tenham uma expectativa de viver pelo menos mais dez anos. Caso contrário, o benefício de um possível tratamento não compensará as complicações associadas a ele.

2. A idade para iniciar os exames depende do risco de apresentar a doença:

• Aos 50 anos, nos homens de risco igual ao da média.

• Aos 45 anos, naqueles que correm risco mais alto: descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau que receberam o diagnóstico de câncer de próstata antes dos 65 anos.

• Aos 40 anos, nos casos de risco muito alto: diversos familiares com câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos.

3. Nos casos em que os níveis de PSA estão abaixo de 2,5 ng/mL, o exame pode ser repetido apenas a cada dois anos (ao contrário da repetição anual recomendada anteriormente).

4. Quando os níveis estiverem acima desse valor, o exame deve ser anual.

5. Quando o PSA está entre 2,5 e 4,0 ng/mL, a conduta deve ser individualizada:

• Indicar biópsia quando houver risco mais alto: ascendência negra, história familiar de câncer de próstata, idade mais avançada e toque retal alterado.

(Dr. Dráuzio Varella, Revista Carta Capital, sessão Sociedade)

Refrigerante aumenta risco de câncer de pâncreas

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açucar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo científico feito com mais de 60 mil pessoas, em Cingapura, e publicado na revista científica Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention. Os pesquisadores acompanharam esse grupo durante 14 anos.

Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer de pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo dessas bebidas e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açúcar dessas bebidas aumenta os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A. C. Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece também ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

“Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause o câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação, especialmente para pessoas em grupos de risco”, diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. “Não sabemos se a doença surgiu por causa do açúcar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico, mas é um primeiro passo”, afirma.

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos, para os pacientes, é de apenas 5%.

(Fernanda Bassette, Folha de S. Paulo, Seção Saúde, p. C7, 9 de fevereiro de 2010)