Eu venci e você também pode vencer, Por Murilo Lemos

“Recebi o diagnóstico de leucemia linfóide aguda (LLA) aos quatro anos. Fui tratado no Centro Infantil Boldrini, em Campinas, no interior de SP, onde fui submetido a sessões de quimio e radioterapia.

Como conseqüência do tratamento, meu cabelo caiu, e eu praticamente não podia ter contato com outras pessoas devido à baixa resistência imunológica.

Durante o tratamento também enfrentei uma pneumonia. À época, minhas chances de cura com a leucemia eram de 10%. Com a pneumonia, essas chances diminuíram mais ainda. Mas graças a Deus, aos médicos, à minha família e aos amigos, sobrevivi sem nenhuma seqüela e faço questão de, sempre que posso, contar minha história com a doença para motivar aqueles que a enfrentam hoje e que têm muito mais chances de cura do que eu tive.

Gostaria de deixar uma mensagem para as famílias e pacientes que enfrentam o câncer e qualquer outra doença dessa gravidade: nunca deixem de contar para o paciente a doença que ele tem. É fundamental para a cura que o paciente saiba exatamente o que está enfrentando e queira se curar.

Outro fator muito importante é a fé. Não importa a religião: é preciso ter fé em algo maior que o ser humano. A medicina sozinha não consegue explicar minha cura, é preciso acreditar em algo maior para ter forças e conseguir enfrentar a doença.”

Vencer também depende de querer, por Leandra Zanqueta

Tenho 35 anos e luto contra um cancêr de mama desde setembro de 2010.

Ordenei a minha mente que eu venceria e que todos os obstáculos que iria enfrentar dali pra frente seria com tranqüilidade.

Claro que nem tudo são flores, sofri muito quando recebi o diagnóstico, sofri quando eu perdi meus cabelos e quando fui fazer a primeira sessão de quimioterapia (porque eu não sabia o que poderia me acontecer, por exemplo, os efeitos colaterais).

Mas tenho muito Deus no coração e eu simplesmente decidi que eu poderia mudar meu destino, fazer daquele momento angustiante um momento feliz, pois assim as coisas iriam fluir melhor e o tempo de tratamento passaria mais rápido.

Moro sozinha e decidi por mim mesma que eu iria sozinha na quimioterapia (assim não tinha pra quem reclamar e eu não iria ficar criando sintomas na minha cabeça, sabe aquela coisa psicológica?). Ordenei a minha mente que eu não iria sentir nada e de fato até hoje nunca senti nenhum sintoma da quimioterapia.

Quando perdi meus cabelos comecei a fazer piada ao invés de me trancar em casa e ficar sofrendo… eu sempre dizia: Agora não passo mais calor, posso tirar e colocar o cabelo a hora que eu quiser (me referindo a peruca).

Meu tumor na primeira sessão de quimioterapia reduziu de 6 cm para 2 cm, na segunda sessão ficou com menos de 1 cm e na terceira sessão o tumor não existia mais.

Continuo as sessões de quimioterapia que vão até março de 2011. Continuei trabalhando por um bom tempo normalmente até o médico me dizer que agora era mais prudente se afastar. Mas sempre estou fazendo uma coisinha aqui e outra ali para distrair a mente.

Foi assim que percebi que o câncer mata quem se entrega a ele, mas quem o enfrenta ele não tem forças para seguir em frente.

Hoje quem me olha não diz que sofro dessa doença, sou uma pessoa com um corpo bonito, uma pele saudável, não sou pálida, pelo contrário sou bem coradinha, como de tudo e nunca passei mal. Tudo porque eu ordenei na minha mente que seria assim! Logo irei para a cirurgia e fazer as minhas sessões de radioterapia e em breve sei que terei o diagnóstico de cura, porque foi isso também que ordenei na minha mente. Eu serei curada!

Tive médicos e profissionais maravilhosos ao meu redor para me tratarem. Quando eu recebi o diagnóstico do câncer por uma profissional que não levava o menor jeito pra coisa – praticamente me condenou a morte – resolvi trocar de hospital e de profissional e iria fazer isso até encontrar o local que eu me sentiria bem para começar meu tratamento e foi assim que aconteceu.

Quando eu troquei de hospital e de profissionais me senti realizada, hoje tenho prazer (pode parecer exagero) de ir às consultas e nas sessões de quimioterapia, o que pra muita gente poderia ser “tortura” eu fiz desse momento um prazer. Fiz amigos e não via a hora de chegar a data para reencontrá-los, até me apaixonei!!!!!!

Por isso eu sempre digo a todas as pessoas que passam por isso ou que um dia possam vir passar: Você faz o seu destino, um copo de água pode virar uma tempestade, mas se você quiser, uma tempestade poderá ser um copo de água.
Ao invés de ficar se lamentando procure ver o que de melhor você pode tirar dessa situação.

E tudo passa… e a vida volta ao normal!

Encerrando Ciclos, por Flávia Fernandes

Há exatamente seis anos, em um 7 de abril de 2004, por incrível que pareça, também em uma quarta-feira e por volta deste mesmo horário (19h00) eu estava sentada no colo do meu namorado, no sofá de uma antiga sala, aos prantos, completamente sem chão, com um futuro totalmente incerto até para o dia seguinte e em minhas mãos o resultado de um exame em que acusava que eu estava com câncer.

Passei horas tentando assimilar o que estava de fato acontecendo e nesse horário, quando finalmente “caiu a ficha”, caiu também o meu mundo. Aquele era um cenário de tristeza, de medo e de incertezas.

Aos 31 anos, com um futuro imenso pela frente, me via diante de uma luta com um inimigo oculto em que o meu maior desafio era, sem dúvida, o tempo.

Enquanto chorava em seu colo, ele tentava me dizer palavras de coragem, de carinho e de fortalecimento, mas eu estava tão perdida e desorientada que pouco consegui ouvir, no entanto, em um determinado momento ele me disse algo que me chamaria a atenção e que, mais pra frente seriam primordiais pra batalha que estava apenas começando. Ele disse que, embora pequenina, dentro de mim havia uma grande mulher, corajosa, destemida, guerreira e que, certamente passaria como um trator por cima desse ‘cancerzinho’ e que nada, nem ninguém seria maior que eu daquele momento em diante. Ele conhecia minha garra e conhecia também a pessoa que estava ali no colo dele e sabia que eu não entregaria os pontos jamais. Disse também que, com a cirurgia eu tiraria do meu peito, não apenas um tumor, mas também todas as coisas ruins que havia dentro dele, como mágoa, revolta, rancor, tristeza e tantos outros sentimentos negativos que teimavam em aparecer vez ou outra.

Foram 12 horas de choro, de angústia, de medo e de incertezas. Esgotada e cheia de medos, adormeci querendo que aquilo tudo não passasse de um pesadelo ou até mesmo de uma piada de extremo mau gosto. Infelizmente, quando o dia amanheceu, nada tinha mudado, a não ser o fato de que eu estava disposta a encarar como um leão todo e qualquer problema que viesse e, absolutamente nada me venceria enquanto eu estivesse na luta.

Uma semana depois fui até o centro onde freqüento e pedi auxílio aos meus queridos irmãos de luz. Naquele momento, o que eu mais necessitava era de equilíbrio. Muito mais do que isso, recebi o amparo que seria fundamental no período de luta que começava a minha vida. Ouvi que eu era muito mais forte do que realmente imaginava, que minha fé me mostraria que não há limites para vencer os obstáculos que pulam na nossa frente no decorrer da vida e que eu era como um bambu plantado em solo bom: enverga, mas não quebra jamais!

Primeiro veio a cirurgia pra retirada do tumor. Eu tinha pressa, queria me livrar daquilo logo e corri o quanto pude pra que tudo acontecesse em 4 semanas e, em 10 de maio meu dia se iniciaria dando entrada no hospital para a realização da cirurgia e o fim daquele pesadelo que estava vivendo dentro de mim e consumindo minhas energias de forma tão cruel, tão assustadora e tão absoluta.

Completamente leiga do assunto, desinformada e não querendo me precipitar em nada, achava que tudo havia acabado por alí e que a vida seguiria normalmente e seria essa, uma página virada na minha vida. O que eu não sabia é que só teria passado a primeira parte do problema, que muita luta ainda estaria por vir e então, a notícia tão bombástica quanto a primeira: era preciso fazer a tal quimioterapia.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com a notícia, pois meus planos eram outros, mas como tudo aquilo era pro meu bem, levantei a cabeça e enfrentei o que veio, sempre com muita fé, muito otimismo e com um sorriso no rosto pra mostrar que eu estava, de fato, muito bem.

O tratamento começou e com ele, todos os efeitos colaterais. Enjôo, perda de apetite, emagrecimento e a perda dos cabelos. Pode parecer estranho, mas a cada nova etapa, eu me lembrava das palavras do meu namorado, dizendo que tudo o que fosse de ruim seria jogado pra fora e me lembrava também que, embora tudo isso acontecendo, eu realmente estava forte como um bambu plantado em solo bom. Não caí e nem me permiti que isso acontecesse!

Não fosse pela pele quase cinza, pela ausência dos cabelos e pelo fato de estar magérrima, ninguém dizia que eu estava em pleno tratamento quimioterápico. Não sentia dó de mim, não perdi minha auto-estima e jamais permiti que as pessoas me vissem como alguém doente. Queria mostrar que era possível vencer e que qualquer pessoa que passe por isso pode também, vencer com tanta fé e com tanta determinação.

O tempo passou, o tratamento acabou e tudo voltou ao normal, como deveria ser, mas só uma coisa não voltou: a antiga Flávia! Aquela que adoeceu ficou lá no passado e uma nova e muito mais determinada mulher nasceu, cheia de coragem e de amor pela vida.

Me formei na faculdade, fui promovida no trabalho e comecei a trabalhar na casa espírita. Muitos projetos, muitos sonhos e um mundo totalmente novo pra ser desbravado por essa nova mulher que havia nascido. Iniciei alguns projetos sociais e hoje faço parte desse mundo acreditando que a solidariedade, o amor ao próximo, o desprendimento e a mão estendida aos mais necessitados são, de fato, alimento pra nossa alma.

Nesses 6 anos, alguns sustos nos exames de acompanhamento, pra mostrar que pra mim, a vida é completamente cheia de emoções. Foram muitos exames, muitas noites em claro, muita expectativa e, graças a Deus, muitas alegrias.

Hoje, a minha maior e mais esperada alegria aconteceu e eu não poderia deixar de compartilhar com todos os meus amigos queridos e meus familiares que estiveram comigo nessa luta tão grande. Fui ao consultório do meu médico e, após a análise de todos os exames, de uma análise clínica e até psicológica, saí de lá em êxtase com a notícia que há muito eu esperava: estou de alta!

Eu já sorri, já chorei, já cantei, já falei com dezenas de pessoas ao telefone, falei sozinha, dancei no meio da rua, rezei, agradeci a Deus, berrei de felicidade. Acredito que extravasei o grito que estava contido há dias, quando um diagnóstico suspeito nos deixou de alerta, mas que hoje tivemos a confirmação de que não passou de um susto.

Hoje um ciclo se encerra na minha vida e outros começam a se abrir pra que eu possa seguir adiante, com minhas metas e meus planos pra serem colocados em prática, sem o medo, mas com a certeza de que meu caminho está traçado em minha vida, por mim e por Deus, que me auxilia nos momentos mais difíceis.

Não imaginava que essa alegria contagiante, que transborda de dentro do peito aconteceria num dia como o de hoje, mas acho que foi uma forma de Deus me recompensar pelas horas tormentosas de 6 anos atrás, quando o futuro me parecia totalmente incerto. Há agora uma imensidão de vida na minha vida e eu estou pronta pra viver, pra ser feliz e pra cultivar outras novas sementes na minha vida e, tanto quanto tive urgência em vencer o câncer, tenho hoje urgência de viver minha vida com felicidade plena e absoluta e quero, sem dúvida nenhuma, meus amigos, minha família e meus amores por perto, cuidando sempre de todos e do lado espiritual, tão importante até hoje.

Só pretendo levar um pouco da minha história adiante, seja pessoalmente, seja por este site, seja pelo meu blog, seja pela minha comunidade no Orkut. Não importa como, mas quero mostrar pra todos que é possível vencer, basta pra isso lutar e ter muito mais pressa que o câncer.

Vida, seja bem-vinda!

Quero deixar aqui os agradecimentos que não podem faltar em hora nenhuma: a Deus, à minha mãe, meu pai, meus irmãos e agregados, ao meu querido e amado ‘tio onco’, dr. Gelson, dr. Hézio que me acompanhou o tempo todo, à dra. Carmen que, como um anjo, salvou a minha vida, aos meus amigos de longe e de perto, os reais, os virtuais, os virtu-reais e os espirituais. Não vou citar nomes pra não ser injusta com ninguém, mas que sabem que esse agradecimento é pra cada um e em especial. Sintam-se beijados, abraçados e acariciados por mim, que de tão feliz, não estou me cabendo dentro!

Vencendo o câncer com amor e boa alimentação, por Andréa Pereira

Meu nome é Andréa. Não sou nutricionista, nem sou paciente com diagnóstico de C.A. Na verdade, meu pai luta contra um câncer de próstata há três anos e em Janeiro/2010 recebemos a notícia de metástase óssea.

Há três anos, meu pai freqüenta uma nutricionista MARAVILHOSA que é ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO CLÍNICA e NUTRIÇÃO FUNCIONAL.

Meu pai que tem 78 anos de idade, começou a fazer quimioterapia em Janeiro deste ano. Antes controlava com medicação oral. Estava muito apreensiva e agora estamos muito tranqüilos. Ele já está no quarto ciclo e está ÓTIMO! O PSA está caindo a cada mês (Chegou a 487,30 e hoje 16/03 está em 155,90). As plaquetas, por conta do tratamento nutricional, estão aumentando a cada mês e quem faz quimio sabe que essa é a parte mais complicada! PLAQUETAS 171 mil/mm3 x 114mil/mm3 de Janeiro… Meu pai além de ser um homem com MUITA FÉ! Está sendo muito bem cuidado pela DRA. LÚCIA MOURA CARDOSO. NÃO TENHO DÚVIDAS que ele só está da maneira que está, por conta desses dois aspectos: SUA FÉ e o TRATAMENTO NUTRICIONAL.

Precisava dividir isso com vocês, sou filha única e meu pai é o bem mais precioso que eu tenho. A quimioterapia pra nós, está sendo tirada de letra! Meu pai não teve NENHUM tipo de efeito colateral, tirando uma cólica (sem diarréia) na primeira semana de quimio. Seu cabelo NÃO caiu!!! Ele é a maior prova de que DEUS está no controle! Inclusive no meu ponto de vista essa médica está sendo um instrumento nas mãos de Deus para nos ajudar…

Espero que essa informação seja útil para alguém pois quem está doente ou tem um familiar doente, tem pressa! Além da necessidade de receber esperança, força, boas notícias e otimismo!

O telefone do consultório da Dra. Lúcia é o (21)2288-9761 (Tijuca / RJ). Ela não sabe que estou postando isso. É um relato pessoal mesmo! Espero que ela não fique chateada porque eu precisava dividir, estaria sendo egoísta caso não fizesse…

Meu nome é Andréa e o nome do meu pai é Geraldo.

Um grande beijo no coração de cada um e MUITA FORÇA pra vocês! “

Derrubando Idéias, por Antonio Brazão

Eu e minha mãe compartilhávamos de uma mesma idéia: o câncer não tem cura. Você pode até dizer que está curado, mas ele um dia vai voltar. Acho que foi para provar isso, pelo menos para mim, que em junho de 2003 recebi a notícia que estava com câncer. Como não poderia ser diferente, o chão da nossa família se abriu.

Depois dessa notícia, coloquei na minha cabeça o seguinte: Se o câncer não tem cura igual eu pensava, vou ter que provar pra mim mesmo que ele tem cura e terei que provar para minha mãe também. Confesso que chorei antes de ir para a mesa de cirurgia para a biópsia para ver se realmente estava com câncer. Minha mãe chegou perto de mim e escondi que chorava. Prometi que só voltaria a chorar quando estivesse curado, mas choraria de alegria.

Para um melhor atendimento, tive que mudar de cidade, saímos de Guaxupé, no interior de Minas Gerais e fomos para Campinas, em São Paulo. A mudança de cidade não foi fácil. Largar a escola no meio do ano. Deixar para trás meu pai e minha irmã. Mudar de uma cidade de quase 50 mil habitantes para uma de 1 milhão era uma mudança e tanto. Não posso reclamar de nenhum familiar meu nenhum amigo, todos, repito TODOS eles estavam comigo.

Eu nunca vi Deus, mas já vi seus anjos. Anjos esses que ele colocou na minha vida. Vou citar o nome de alguns aqui, mas já peço desculpas se esqueci de algum, mas esses não podem ficar de fora. Dr. Edvaldo Silva, de Guaxupé, que foi meu pediatra desde pequeno e que depois virou meu padrinho de crisma. Dr. Marcelo Rizzati e toda sua equipe, Dra. Gisele, Dr. Márcio, todos eles do Centro Boldrini.

O tratamento, lógico, não foi fácil. Depois da primeira quimioterapia, os primeiros cabelos começam a cair e, na minha cama antes de dormir, descumpri minha promessa e uma lágrima correu pelo meu rosto. Logo limpei e, no outro dia, raspei o cabelo e reforcei a promessa: só chorar quando estiver curado e de alegria.

O destino, se é que existe destino, nos prega cada peça. Numa sexta-feira, antes de ir para Campinas para mais uma sessão de quimioterapia, passei na casa de minha avó, pois ela não passara bem no dia anterior. Nem entrei para vê-la, minha mãe que foi ver como estava. Fomos para Campinas para uma longa sessão de quimioterapia que durariam seis horas. Na consulta antes da sessão, o médico disse que aquele dia eu estava liberado da quimioterapia, que uma mudança no cronograma me liberaria da quimioterapia aquela sexta e era para eu voltar na próxima semana. Achamos estranho, mas não reclamamos e retornamos para Guaxupé. Ao chegar, descobrimos que minha avó estava internada. Chegamos justamente na hora de visitas, minha mãe foi visitá-la e minha avó disse a ela: “Ele está curado”. Depois disso, à noite, ela vai para a UTI, não resiste e na noite de 23 de setembro de 2003, minha avó desencarna. Minha mãe costumava dizer que ela tinha dois medos: um filho ter câncer e a mãe dela morrer. As duas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Eu tive que ser forte na frente de minha mãe. Se eu desabasse, eu levaria junto comigo ela, meu pai e minha irmã. Na cama à noite eu desabei sozinho. Chorei novamente, mas dessa vez não era por causa da doença. Isso aconteceu na sexta, no sábado foi o sepultamento, no domingo, acordo meio indisposto e faço em Guaxupé mesmo um exame de resistência. Quando estávamos no almoço, Dr. Edvaldo chega dizendo que tenho que ir para Campinas porque foi detectado um problema no meu hemograma. Fizemos mala para um mês. Não sabíamos quanto tempo ficaríamos em Campinas. A revolta tomou conta de minha mãe. Ela tinha acabado de enterrar a mãe e uma infecção no filho e tudo isso um dia após o outro. Meu pai fala para minha mãe ir conversar com a mãe que não tinha ido embora: Nossa Senhora Aparecida. Minha mãe contava que ali ela teve uma conversa com a mãe de Cristo. Ela não rezou. Ela pediu, suplicou, interrogou, ordenou, fez de tudo. Quando chegamos a Campinas, faço outro exame e a médica vem com o resultado: algum engano deve ter ocorrido, não tinha nenhum problema, nenhuma infecção, resistência alta, tudo normal. A única explicação que tenho para esse evento é que eu fui obra de um milagre. Não tenho nenhuma outra explicação.

Perder minha avó não foi fácil para ninguém, mas tinha que levantar a cabeça. Eu tinha que ser mais forte que toda minha família. Eu não poderia desabar. Com o fim das quimioterapias, o cabelo foi voltando a crescer. A radioterapia foi feita e em janeiro de 2004, eu saía de tratamento oficialmente. Foram sete meses de sessões de quimioterapia e radioterapia.

Cinco anos após o término do tratamento. Meu médico disse que eu estava curado. Pronto, eu consegui provar para mim mesmo que o câncer tem sim cura. Na sala do médico estávamos somente eu e meu pai. Minha mãe não aguentou chegar nesse dia, em 2007 um AVC leva minha mãe para junto de minha avó. Mas eu tenho certeza que de onde ela estivesse ela estava vendo que eu também tinha provado para ela que o câncer tem cura. Eu costumo dizer que podem ter pai, mãe, irmã, avós, tios até iguais, mas melhores que os meus ainda está para nascer.

Hoje em dia eu falo com a maior tranqüilidade que tive câncer. Encho a boca para falar EU TIVE CÂNCER. Muitos ficam impressionados com a naturalidade que falo. Muitas pessoas não falam nem a palavra eu falo CÂNCER, e completo:

O CÂNCER TEM CURA, EU SOU A PROVA DISSO.

Essa foi minha história de sucesso contra o câncer.
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