Governo lança plano para reduzir mortes por câncer de colo do útero

Investimento de R$ 115 mi é anunciado na véspera do Dia de Combate ao Câncer; Norte é foco

SÃO PAULO – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nessa sexta-feira, 26 – para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer, lembrado no sábado, 27 -, um plano de ação para redução da incidência e da mortalidade por câncer do colo do útero, com um investimento de R$ 115 milhões para prevenção e controle da doença.

O foco das ações será a Região Norte, onde são confirmados mais casos. O principal objetivo é colocar em prática iniciativas em várias áreas, que, somadas, serão capazes de melhorar o diagnóstico e o tratamento da lesão precursora, evitando o surgimento do câncer de colo do útero. Dessa forma, o avanço registrado em prevenção poderá se converter em redução da mortalidade.

O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais freqüente na população feminina, atrás apenas do de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por tumor no Brasil. Por ano, é responsável por 4.800 óbitos e apresenta 18.430 novos casos.

A boa notícia é que o País tem avançado na capacidade de realizar o diagnóstico precoce: na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram de doença invasiva, ou seja, o estágio mais agressivo do câncer. Uma nova pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que, atualmente, 44% das ocorrências são de lesão precursora do tumor, uma lesão localizada chamada “in situ”. As pacientes diagnosticadas precocemente, se tratadas de forma adequada, têm praticamente 100% de chance de cura.

Os dados sobre o câncer do colo do útero no Brasil fazem parte do quarto volume da publicação “Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional”. O livro revela a incidência dos tumores mais comuns no País, entre 2000 e 2005, coletados em 17 cidades, sendo 16 capitais. A última edição da pesquisa foi em 2003, com dados de 1995 a 2000. Os números provenientes dos municípios que efetivamente monitoram novos casos da doença são uma espécie de bússola que norteia a estimativa da ocorrência do câncer no território nacional.

Diferenças regionais

O que motivou o Ministério da Saúde e o Inca a elaborar um plano de ação para prevenir e controlar o câncer do colo do útero, com foco nos Estados da Amazônia, é a disparidade regional em relação aos casos da doença. No Norte, o tumor do colo do útero é o mais frequente e também a primeira causa de morte por câncer da população feminina local.

De acordo com informações dos Registros de Câncer de Base Populacional, em Manaus e Palmas, no extremo norte do País, a taxa de novos casos da doença para cada cem mil mulheres é de 50,59 e 49,38, respectivamente. Já em Porto Alegre, extremo sul, é de 20,05 para cada cem mil mulheres, e em São Paulo, no Sudeste, de 16,47.

Apesar de a incidência de câncer do colo do útero ainda ser alta na Região Norte, a detecção precoce avançou bastante. Em Manaus, a pesquisa lançada em 2003 revelava que a taxa de incidência era de 63,71, e em Palmas, 52,16%. “O avanço na detecção precoce é resultado do programa nacional, mas, sem dúvida, precisamos ir além no Norte, por isso elaboramos o plano de ação, com foco nessa região”, afirma o coordenador de Ações Estratégicas do Inca, Cláudio Noronha.

“Enquanto os registros de base populacional nos dão a magnitude do problema do câncer do colo do útero, as propostas do plano apontam para iniciativas capazes de reduzir a incidência e mortalidade pela doença no Brasil”, acrescenta. Noronha explica ainda que o câncer chamado “in situ”, também conhecido como “lesão precursora”, é tão superficial que não chega a invadir a membrana do colo do útero (epitélio). Por isso, se for tratado adequadamente, é eliminado, impedindo a progressão da doença.

Detecção precoce e prevenção

O câncer do colo do útero é passível de prevenção, pois apresenta lesões precursoras que podem ser detectadas por meio de exame ginecológico ou Papanicolaou, e então tratadas. O exame consiste na coleta de material do colo do útero, que possibilita o diagnóstico.

No Brasil, o rastreamento populacional para prevenção ao câncer do colo do útero é recomendado, prioritariamente, para mulheres de 25 a 59 anos, por meio da realização do Papanicolaou. A periodicidade ideal para esse exame específico é a cada três anos, após dois exames ginecológicos normais e consecutivos, feitos no intervalo de um ano.

A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), do IBGE, destaca que o percentual de mulheres na faixa etária alvo submetidas pelo menos uma vez na vida ao Papanicolaou aumentou de 82,6% em 2003 para 87,1% em 2008.

O Ministério da Saúde destaca, no entanto, que a meta a ser atingida é que 80% das mulheres brasileiras dessa faixa etária façam um preventivo ou Papanicolaou a cada três anos.

A maior incidência do câncer do colo do útero, no entanto, se dá em mulheres entre 45 e 49 anos e, por ser um tipo que evolui lentamente, a detecção precoce e o tratamento de lesões precursoras têm potencial de cura e redução da mortalidade em até 80%.

Ipsis litteris do post original no site do Estadão! » Governo lança plano para reduzir mortes por câncer de colo de útero

Cirurgia de José Alencar foi bem-sucedida, diz hospital

por Karina Lignelli, do O Globo em 27/11/2010

SÃO PAULO – A cirurgia a qual o vice-presidente José Alencar se submeteu neste sábado, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, foi bem-sucedida, segundo boletim médico divulgado nesta tarde. Alencar teve uma obstrução no intestino e uma hemorragia decorrente desse quadro. De acordo com a equipe médica, foram retirados tumores do principal segmento do intestino delgado que estava comprometido. A cirurgia durou aproximadamente 5 horas e foi conduzida pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes.

José de Alencar encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do hospital, para recuperação pós-cirúrgica. Um novo boletim médico com mais esclarecimentos deve ser divulgado neste domingo.

Este foi o 16º procedimento a qual ele se submete desde que descobriu um câncer na região abdominal, há 12 anos.

Alencar teve alta na semana passada de outro procedimento, mas teve de ser internado novamente para a realização da cirurgia.

Na última quinta-feira, Alencar fez vários telefonemas e chegou a despachar, por telefone, com seu gabinete, em Brasília. Em boletim médico oficial divulgado na quarta-feira, o hospital Sírio-Libanês informou que Alencar, de 79 anos, foi internado na terça-feira e “estava recebendo tratamento clínico” e seu quadro geral era “estável”.

Na quinta-feira da semana passada, Alencar teve alta depois de permanecer internado por 24 dias para tratar do mesmo quadro de obstrução intestinal. Assim que deixou o hospital sofreu um infarto agudo do miocárdio. Ele passou mal por volta das 18h. Os médicos detectaram o infarto e rapidamente fizeram um cateterismo. Depois do procedimento médico o vice-presidente se recuperou na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica.

As equipes médicas que acompanham o vice-presidente são coordenadas pelos médicos Raul Cutait, Paulo Hoff, Roberto Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão. Hoje, o Sírio-Libanês não divulgou nenhuma informação oficial sobre o estado de saúde de Alencar.

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27 de Novembro, dia nacional de combate ao câncer

27 de novembro – O Dia Nacional de Combate ao Câncer – foi criado em 1988 para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.

A Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, que regulamenta as comemorações, estabelece que a data seja uma oportunidade para “evocar o importante significado histórico das entidades de combate ao câncer, de consagração aos inumeráveis e valiosos serviços prestados ao país e proporcionar importante mobilização popular quanto aos aspectos educativos e sociais na luta contra o câncer”.

A data foi criada com o intuito de conscientizar a população, principalmente quanto à prevenção da doença e o diagnóstico precoce, fazendo com que o paciente tenha uma qualidade de vida acima da expectativa dos que descobrem tardiamente.

A cada ano são apresentados novos métodos de tratamento e há mais casos de cura.
A sociedade médica quase não fala mais em sobrevida em casos de descoberta precoce. Os tratamentos são mais eficazes e cada vez menos agressivos.

Mas ainda há muito o que ser feito, principalmente junto à população mais carente do país.
Pouca informação, falta de equipamentos modernos, de exames precisos e o que julgo mais grave: o medo!
Pessoas deixam de procurar os médicos, deixam de fazer exames e até escondem dos familiares que têm qualquer coisa por medo de um diagnóstico mais grave. Quando sentem alguma dor que se repete por dias, fazem uso da auto-medicação, ao invés de procurar ajuda de um profissional da saúde e por isso, o diagnóstico chega tarde demais.

Ainda temos entre a população brasileira, pessoas que têm horror de pronunciar a palavra câncer, substituindo-a por ‘doença ruim’. Esse medo afasta o paciente do consultório e tira dele as chances de cura rápida e sem muito sofrimento ou maiores conseqüências.

A classe médica também precisa considerar alguns pontos fracos. Muitos médicos prescrevem medicamentos sem ter feito um diagnóstico preciso, um exame que investigue as causas de alguns sintomas e também não encaminham o paciente tão rápido ao oncologista, o que acaba postergando a descoberta do câncer.

Estamos avançando sim, e muito… mas não temos tantos motivos ainda pra comemorar.
Há muito o que ser feito e pra que a doença seja erradicada de vez, todos nós precisamos fazer a nossa parte!

Desde a primeira menstruação, a menina deve procurar um ginecologista e passar a ter um acompanhamento do profissional, realizando exames de rotina, uma vez por ano.
Por sua vez, o ginecologista deve ensinar a essa menina a conhecer seu corpo e realizar mensalmente o auto-exame das mamas, pra que ela perceba qualquer alteração rapidamente.

Pessoas que tiveram casos de familiares com câncer devem ser instruídas quanto à realização de exames para investigar possíveis focos da doença.

Homens à partir dos 40 anos devem procurar um proctologista e realizar os primeiros exames da próstata e mulheres, à partir dos 35 anos devem realizar a mamografia anualmente, sendo acompanhada também de uma ultrassonografia das mamas, para a precisão de um diganóstico completo e exato.

Os cuidados com a exposição ao sol sem um protetor eficiente também devem ser esclarecidos por profissionais da área médica sempre que um paciente chegue a um pronto socorro com queimaduras do sol ou em consultórios por problemas de pele.

Acho de extrema importância que se fale à respeito da não utilização da auto-medicação. Dessa forma começaremos a cuidar da saúde do povo brasileiro e mudar a cultura do “cházinho de ervas da vovó” que é sim, muito eficiente, mas é só um paliativo.

Considero o dia 27 de novembro muito mais importante que apenas uma data no calendário, mas um dia pra se levar esclarecimentos à população, informação e unir esforços para o início da erradicação definitiva da doença.

Flávia Fernandes