Vencendo o câncer com amor e boa alimentação, por Andréa Pereira

Meu nome é Andréa. Não sou nutricionista, nem sou paciente com diagnóstico de C.A. Na verdade, meu pai luta contra um câncer de próstata há três anos e em Janeiro/2010 recebemos a notícia de metástase óssea.

Há três anos, meu pai freqüenta uma nutricionista MARAVILHOSA que é ESPECIALISTA EM NUTRIÇÃO CLÍNICA e NUTRIÇÃO FUNCIONAL.

Meu pai que tem 78 anos de idade, começou a fazer quimioterapia em Janeiro deste ano. Antes controlava com medicação oral. Estava muito apreensiva e agora estamos muito tranqüilos. Ele já está no quarto ciclo e está ÓTIMO! O PSA está caindo a cada mês (Chegou a 487,30 e hoje 16/03 está em 155,90). As plaquetas, por conta do tratamento nutricional, estão aumentando a cada mês e quem faz quimio sabe que essa é a parte mais complicada! PLAQUETAS 171 mil/mm3 x 114mil/mm3 de Janeiro… Meu pai além de ser um homem com MUITA FÉ! Está sendo muito bem cuidado pela DRA. LÚCIA MOURA CARDOSO. NÃO TENHO DÚVIDAS que ele só está da maneira que está, por conta desses dois aspectos: SUA FÉ e o TRATAMENTO NUTRICIONAL.

Precisava dividir isso com vocês, sou filha única e meu pai é o bem mais precioso que eu tenho. A quimioterapia pra nós, está sendo tirada de letra! Meu pai não teve NENHUM tipo de efeito colateral, tirando uma cólica (sem diarréia) na primeira semana de quimio. Seu cabelo NÃO caiu!!! Ele é a maior prova de que DEUS está no controle! Inclusive no meu ponto de vista essa médica está sendo um instrumento nas mãos de Deus para nos ajudar…

Espero que essa informação seja útil para alguém pois quem está doente ou tem um familiar doente, tem pressa! Além da necessidade de receber esperança, força, boas notícias e otimismo!

O telefone do consultório da Dra. Lúcia é o (21)2288-9761 (Tijuca / RJ). Ela não sabe que estou postando isso. É um relato pessoal mesmo! Espero que ela não fique chateada porque eu precisava dividir, estaria sendo egoísta caso não fizesse…

Meu nome é Andréa e o nome do meu pai é Geraldo.

Um grande beijo no coração de cada um e MUITA FORÇA pra vocês! “

Mamão papaya ajuda no combate ao câncer

Por Flávio Fachel – Nova York, do Jornal Hoje, em 10/03/10 – 13h59

Cientistas da Universidade da Flórida usaram chá da folha do papaya para curar células doentes e deu certo.

Não é de hoje que o mamão papaya é estudado pela ciência. Os povos antigos, que viviam onde hoje é o México, já usavam o fruto no tratamento de várias doenças. Hoje, já se sabe que, entre vários benefícios, o mamão tem alto poder cicatrizante.

Para se ter uma ideia o extrato da casca já é utilizado até no tratamento de cáries.

Mas o que os cientistas da Universidade da Flórida fizeram foi aplicar uma espécie de chá das folhas do mamoeiro em dez culturas de células, com dez tipos de câncer diferentes.

Tinha câncer de útero, mama, fígado, pulmão, pâncreas e vários outros. É coisa de laboratório mesmo. As células ficaram em pratinhos de vidro mergulhadas no chá. Depois de 24 horas, os cientistas observaram que a velocidade do crescimento do tumor diminuiu em todos os casos.

Entretanto, isso não quer dizer que quem tem câncer deverá sair tomando chá de folha de mamoeiro. Ainda é uma pesquisa feita em laboratório, e, como várias outras, tem um longo caminho pela frente até virar tratamento eficiente em clínica e hospitais.

Ipsis litteris do post original no G1! » Mamão papaya ajuda no combate ao câncer

A importância de se conversar sobre Cuidados Paliativos

Normalmente existe um medo ou um pré-conceito quando o assunto é Cuidados Paliativos. Paliativo significa meios ou métodos que trazem melhoras, mas não eliminam a causa, mas isso é o significado literal, descrito no dicionário. Quando falamos em Cuidados Paliativos, estamos falando em melhorar a qualidade de vida de um paciente e isso, não há dicionário que defina.

Para entender mais sobre o assunto e poder trazê-lo ao nosso site, conversei com minha amiga, a Dra. Vera Bifulco que é Psicóloga e coordenadora do serviço de psico-oncologia do IPC. A Dra. Vera está na minha vida desde a época em que eu fazia a quimioterapia. Tive um excelente acompanhamento e, desde então, nos tornamos boas amigas. Ela, que cuida de forma tão maravilhosa de cada paciente, escreveu um artigo ótimo sobre o assunto, o qual eu tenho o prazer de postar aqui e compartilhar com vocês.

Vou falar de duas coisas importantíssimas na vida de qualquer pessoa: planejamento e esperança.

Planejar significa responsabilidade com a vida e com nós mesmas. Idealizar um plano, elaborar, programar. Significa também fazer um balanço do que somos, temos, queremos e colocar em prática esses fatores para atingirmos nosso objetivo, ou seja demonstra intenção para atingir uma meta. Ninguém planeja nada se não houver qualidade de vida no que está sendo proposto. E esperança. Noutro dia escutei de uma médica muito querida que a esperança, ao contrário do que se diz é a única que não morre.

É uma estupidez não ter esperança. Esta frase é do personagem Santiago na obra: O velho e o mar, de Ernesto Hemingway. E eu também acho. Todos deviam achar isso.

Há muitas doenças dentro da área da saúde que infelizmente até o momento atual a ciência não encontrou o remédio certo. Para essas doenças onde a cura não  é mais o objetivo possível é que falamos em Cuidados Paliativos.

Os Cuidados Paliativos são oferecidos não só aos pacientes oncológicos mas para todas as doenças crônico-degenerativas, ativas e progressivas. Alzheimer, crônicos renais, Aids, são exemplos dessas doenças.

Conceituamos Cuidados Paliativos como sendo uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças que ameaçam a continuidade da vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento. Requer a identificação precoce, avaliação e tratamento impecável da dor e de outros problemas de natureza física, psicossocial e ESPIRITUAL.(WHO, 2002).

Vamos entender melhor esta definição.

Qualidade de vida é um conceito muito abstrato e difere de indivíduo para indivíduo. Leva em conta a idade, momento de vida, sexo, cronicidade da doença, e muitos outros fatores.

Mas principalmente leva em conta a autonomia funcional do paciente, ou seja, um dos objetivos dos Cuidados Paliativos é  que o paciente possa fazer sozinho e deliberar sozinho o maior número de questões possíveis relativas à sua vida.

Tomar banho sozinho, se alimentar, locomover-se, são exemplos de autonomia funcional.

Mas resolver questões pessoais também. E quem não as tem?

Assuntos pendentes que muitas vezes “empurramos com a barriga” para resolver mais tarde e se avolumam em nossas vidas, também são importantes de serem resolvidos em tempo útil.

Emoções tantas vezes reprimidas, pedidos de perdão, declarações de obrigada, eu te amo, te perdôo são decisões que precisam ser tomadas.

Sabe-se que tudo que é muito bem cuidado, tem vida mais longa. Isso cabe também a quem, apesar de sua doença não ter mais um caráter curativo, se bem cuidada viverá mais e melhor.

Os Serviços de Cuidados Paliativos são realizados por equipes multiprofissionais, onde psicólogos vão cuidar do emocional do paciente/família, assistentes sociais ajudarão nas questões sociais, advogados, enfermeiros que ajudam a cuidar do corpo físico, nutricionistas, fonoaudiólogos, terapeutas-ocupacionais, médicos que se preocupam com o alívio da dor e de outros sintomas decorrentes da progressão da doença ou seu tratamento, dentistas, fisioterapeutas, enfim, cada profissional saberá dar sua contribuição conforme a necessidade do paciente, mas todos falarão a mesma linguagem, isso é o ponto de honra da equipe que sintonizada oferecerá ao paciente/família condições de viver a vida com dignidade, respeito e fé. A questão da espiritualidade é essencial nesta etapa.

A espiritualidade em Cuidados Paliativos é considerada uma ferramenta importante para o controle do sofrimento global do paciente. A maneira como vivemos nossa espiritualidade durante a vida pode influenciar sobremaneira o momento e as decisões na hora da passagem. Morrer de alma curada fará grande diferença quando pensamos no grande mistério que envolve vida e morte. Nossa alma é eterna e nisso as religiões são unanimes em afirmar.

Em verdade quando falamos de Cuidados Paliativos estamos nos referindo a questões de cunho filosófico, pois é com o pensamento de que poderemos morrer que pensamos no sentido da vida. De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido da vida aqui na Terra?

Infelizmente essas perguntas só vêm à tona quando estamos mais próximos de nossa finitude, o que é um erro. Pelo medo de morrer não vivemos. Deveríamos ter em mente ao acordarmos todo dia que somos seres mortais, com certeza viveríamos mais plenamente cada átimo de nossa existência pela consciência deste fato. Amar muito, perdoar, se auto-perdoar, melhorar onde não somos tão bons, criar, agradecer, cuidar de nosso interior como cuidamos de nossa aparência. Cuide de si por inteiro e enfrente o que vier de cabeça erguida, você pode!

A existência de uma equipe multiprofissional de Cuidados Paliativos no atendimento integral ao paciente/família cria uma atmosfera de trabalho altamente efetivo e afetivo, coeso, onde todos os profissionais envolvidos de diversas áreas atuam juntos em busca da realização de uma tarefa comum, o bem-estar do paciente.

A Arte de Cuidar é muito mais abrangente do que diagnosticar e tratar uma doença.

A ênfase no trabalho da equipe de Cuidados Paliativos com o paciente/família é colocada no conforto, na dignidade e no autorrespeito, bem como no respeito ao direito de receber explicações sobre sua doença, para que ele possa participar ativamente das condutas preconizadas e decisões conscientes no que concerne ao seu tratamento, em suma, a equipe deve promover a vida por meio de uma assistência integral.

Está no interior de cada um a capacidade de reconhecer os valores da vida, para além da preservação do corpo e das ocupações do dia-a-dia.

Quero finalizar essa nossa conversa com uma frase retirada de um livro sobre Lições de Amar e Viver, aonde o protagonista veio a falecer de esclerose lateral amiotrófica, lúcido até o fim de seus dias, professor renomado, querido por seus alunos, viveu plenamente seu processo de morte e morrer e deixou um legado fantástico de ensinamentos:

“Aprenda a viver e saberá morrer”.
“Aprenda a morrer e saberá como viver”.
Morrie Schwartz

Quero agradecer a dra. Vera por este texto tão esclarecedor e tão encorajador, que nos faz compreender melhor sobre o assunto Cuidados Paliativos e nos enche de esperança na hora da luta contra a doença e também na melhora da nossa qualidade de vida.

O texto “Conversando com a paciente sobre Cuidados Paliativos” é uma reprodução do publicado originalmente no Inana.

Refrigerante aumenta risco de câncer de pâncreas

Tomar duas ou mais latas de refrigerante com açucar por semana aumenta em 87% o risco de câncer no pâncreas, sugere estudo científico feito com mais de 60 mil pessoas, em Cingapura, e publicado na revista científica Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention. Os pesquisadores acompanharam esse grupo durante 14 anos.

Nesse período, 140 voluntários desenvolveram câncer de pâncreas. O estudo não aponta, entretanto, a relação causal exata entre o consumo dessas bebidas e o aparecimento do câncer.

De acordo com Mark Pereira, coordenador do estudo da Universidade de Minnesota, uma das hipóteses é que a quantidade de açúcar dessas bebidas aumenta os níveis de insulina no sangue e poderia contribuir para o crescimento das células cancerosas no pâncreas.

Segundo o cirurgião oncológico Felipe José Coimbra, do Hospital A. C. Camargo, as causas mais conhecidas de câncer no pâncreas são o histórico familiar da doença, casos de pancreatite hereditária, tabagismo e diabetes. A obesidade parece também ter influência, mas ainda não há nada comprovado.

“Por enquanto, não há nenhum alimento que comprovadamente cause o câncer no pâncreas. O estudo poderá servir de orientação, especialmente para pessoas em grupos de risco”, diz.

Coimbra pondera, porém, que o estudo não é conclusivo e não dá para fazer especulações sobre qual o mecanismo de ação. “Não sabemos se a doença surgiu por causa do açúcar das bebidas, por causa de algum corante ou conservante específico, mas é um primeiro passo”, afirma.

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos do sistema digestivo. O diagnóstico geralmente é tardio e a taxa de sobrevida de cinco anos, para os pacientes, é de apenas 5%.

(Fernanda Bassette, Folha de S. Paulo, Seção Saúde, p. C7, 9 de fevereiro de 2010)